quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Citroën adia para 2012 a estreia da linha luxuosa DS no Brasil

Compacto DS3 havia sido anunciado para este ano. DS4 também virá.
Motores que equipam os modelos ainda não foram adaptados para o país.


O diretor-geral da Citroën do Brasil, Ivan Ségal, afirmou nesta quinta-feira (30) no Salão de Paris que a estreia da linha de carros luxuosos da marca, a DS, no Brasil será adiada para 2012. Isso porque os motores dos modelos DS3 e DS4 ainda passam por adaptações para responder à gasolina brasileira. Não há previsões de um motor flex para esta gama.

De acordo com Ségal, outro motivo é que o modelo DS4 apresentado em Paris só será vendido no mercado europeu a partir do ano que vem. A ideia dele é lançar os dois carros simultaneamente no Brasil. Segundo ele, a previsão de vendas para o DS3 é de 140 a 150 carros por mês. No caso do DS4, ainda não há previsão de volume de vendas.

Citroën DS4 também vira para o Brasil. Modelo deverá ser lançado junto com o DS3 no mercado nacional.
Citroën apresenta a linha 2011 do C4 no Salão de Paris. (Foto: AP)
 
“Do meu ponto de vista, trazer a linha DS é mais importante do que trazer a nova geração dos modelos C4 e C3 [no Brasil], porque as versões que são vendidas atualmente no mercado nacional têm uma boa aceitação dos consumidores. Por que mudar se as vendas estão indo bem?”, avalia Ségal.

DS4

Na opinião do diretor-geral da marca francesa, o DS4 trará ao mercado brasileiro algo inédito, por se tratar de um coupé, quatro portas, com linhas inovadoras para a marca. A novidade traz assentos dianteiros com massageadores – que, inclusive, possuem regulagem elétrica lombar – e o sistema de áudio com tratamento sonoro.

O motorista tem ainda a opção de personalizar o carro ao definir os sons dos sinais de alertas e lembretes do carro, os níveis de intensidade de vazão de climatização e as cores do painel de instrumentos que vão desde o branco até o azul. Fora isso, o DS4 possui um sistema que, em casos de acidente, aciona um pedido de socorro e assistência técnica.

A novidade começa a ser vendida no mercado europeu no segundo trimestre do ano que vem e terá cinco opções de motorização disponíveis, duas a diesel (HDi 110 e HDi 160) e três a gasolina (VTi 120, THP 155 e 200), todas desenvolvidas em parceria com a alemã BMW.

O propulsor mais potente tem 1,6 litros, mas graças a alterações mecânicas gera até 200 cavalos de potência. As versões podem ser equipadas com o câmbio manual de seis velocidades ou o manual pilotado, nome que a marca francesa deu para seu novo câmbio sequencial.

Outra novidade da fabricante é a tecnologia micro-híbrida e-HDi, disponível apenas para o modelo a diesel de 110 cv,que conta com sistema star/stop, e-booster que permite a partida imediata do motor, freios regenerativos, além de ajustes nas relações de marchas do câmbio. Segundo a Citroën, esses dispositivos reduzem o consumo de combustível em até 15% na cidade.

Dependendo da motorização, o pacote de série inclui freios dianteiros a discos ventilados grandes, repartidor eletrônico de frenagem, controle de tração inteligente e freios ABS com ESP.

Peugeot confirma em Paris a chegada do sedã 408 ao Brasil

Modelo será fabricado na Argentina e exportado para toda América Latina.
Já o sedã 508, sucessor do 407 e 607, é o principal destaque da marca.

Peugeot 408

O presidente mundial da Peugeot, Philippe Varin, confirmou nesta quinta-feira (30) durante o Salão de Paris que o sedã 408 será lançado no Brasil e em outros países da América Latina. O modelo estará exposto no Salão de São Paulo, no final de outubro. De acordo com a Peugeot, o carro será fabricado na planta da Argentina.

O sedã foi lançado na China em janeiro desde ano e é feito sobre uma plataforma global destinada exclusivamente aos mercados emergentes. Por isso, a versão vendida no país será muito semelhante a chinesa.

No Salão de Paris, o principal destaque da Peugeot é 508, o sucessor do 407 e 607, que será fabricado primeiramente na França e depois na China. O lançamento no mercado europeu está previsto para fevereiro do ano que vem e a montadora espera alcançar a marca de 200 mil unidades até 2012.

Peugeot 508
Peugeot 508 (Foto: AFP)
O novo modelo será oferecido nas versões sedã e perua, com oito opções de motorização 1.6 litros: cinco a diesel e três a gasolina. Para 2012 está prevista a versão híbrida.

A Peugeot não fala ainda sobre a possibilidade de comercializar o modelo no Brasil. No entanto, se a fabricante francesa seguir o discurso de seu presidente, de que a marca vai se fortalecer globalmente com novos produtos, a versão sedã pode chegar ao mercado brasileiro entre 2012 e 2013. Confira outros destaques da marca:

EX1
peugeot ex1
peugeot ex1 (Foto: Francois Mori/AP)
O carro conceito elétrico Peugeot EX1 foi criado para comemorar os 200 anos da marca francesa. Trata-se de um roadster de dois lugares com dois motores elétricos, um em cada eixo e com 170 cavalos cada, fazendo o veículo alcançar até 340 cv de potência, com torque de 24 mkgf à frente e atrás.

Segundo a montadora, o carro, criado com inspiração esportiva e também nos videogames, tem o formato de uma gota d'água, com a traseira afunilada e as duas rodas de trás próximas uma da outra. O EX1 mede 90 cm de altura e 1,77 m de largura.

Além dos sistemas de retenção do veículo, os passageiros são protegidos pela altura da célula de carbono, que constitui um arco de segurança sobre as cabeças.

3008 HYbrid4
A versão híbrida do crossover Peugeot 3008, o HYbrid4, tem como principal diferencial o sistema que combina um motor elétrico com um propulsor a diesel 2.0 de 163 cavalos de potência e 51 kgfm de torque.

Peugeot 3008 HYbrid4 no estade da marca francesa.
Peugeot 3008 HYbrid4 no estade da marca francesa. (Foto: Reuters)
Assim, ao somar o desempenho dos dois blocos, a potência do carro chega a 200 cv, o que permite aceleração de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos e a velocidade máxima de 209 km/h. De acordo com a fabricante francesa, o consumo de diesel é de 26,3 km/l.

Enquanto a Europa prova o híbrido, o mercado brasileiro receberá ainda este ano a versão “tradicional” do modelo. O 3008 foi desenvolvido com base no conceito Prologue, mostrado no Salão de Paris de 2008.

iOn
O Peugeot iOn, produzido em parceria com a Mitsubishi no Japão, já pode ser encomendado e deve começar a ser entregues em dezembro, mas apenas para frotas de governo e empresas. Posteriormente, o modelo será vendido ao público. A estimativa da marca é comercializar até 50 mil unidades até 2015.

Segundo a fabricante, o compacto representará a nova geração elétrica da Peugeot no mercado europeu. O iOn roda até 150 km graças ao sistema de recuperação de energia durante as desacelerações e frenagens.


Ford divulga os detalhes do Focus ST e anuncia versão elétrica para 2012

Hatch na cor tangerina traz saias laterais, spoiler e escape central.
Sob o capô, modelo 'apimentado' tem motor Ecoboost 2.0 de 250 cv.

Um “grito tangerina” no meio do salão. Essa foi a estratégia da Ford para apresentar em Paris o mais potente modelo da linha Focus, o Focus ST. O “grito tangerina” é, na verdade, a nova cor que a fabricante criou para o modelo, a tangerine scream.
Ford Focus ST tem 250 cv e será o carro mais potente da gama do hatch.
Ford Focus ST tem 250 cv e será o carro mais potente da gama do hatch. (Foto: AFP)
No entanto, a grande novidade foi a confirmação de que o Focus elétrico, o primeiro carro global elétrico da fabricante, será lançado em 2012. A afirmação é do presidente-executivo da Ford Europa, Stephen Odell.

Sobre o Focus ST, não é somente a cor que chama a atenção. O carro ganhou novos para-choques e grade, saias laterais, spoiler e uma saia traseira com saída de escape central.

As rodas de liga leve com aro de 19 polegadas receberam um detalhe a mais, com as pinças de freio pintadas na mesma cor do carro.
Na cor tangerina, modelo traz  novos para-choques e grade, saias laterais, spoiler e uma saia traseira com saída de escape central.
Na cor tangerina, modelo traz novos para-choques e grade, saias laterais, spoiler e uma saia traseira com saída de escape central. (Foto: Reuters)

O tema tangerina continua no interior do Focus ST, já que a costuras dos bancos é em tom de laranja. Outro detalhe que faz diferença na parte interna é o acabamento em fibra de carbono do console central, que possui ainda três mostradores adicionais. Para completar o conjunto, o volante tradicional foi trocado por um esportivo, com aro mais largo.

O motor que equipa o carro é o Ecoboost 2.0 de 250 cavalos de potência. O câmbio é manual de seis velocidades.

Opel revela versão esportiva do Astra que mira o Focus RS e Mégane RS

GTC foi apresentado nesta quinta-feira (30) no Salão de Paris.
Modelo é equipado com motor 2.0 turbo de 294 cv de potência.

O braço europeu da General Motors, a Opel, reservou para o Salão de Paris a apresentação do conceito da versão esportiva do hatch Astra, a GTC. A ideia da fabricante é ganhar espaço no segmento, que está fortemente disputado pelo Ford Focus RS e o Mégane RS na Europa. O modelo foi apresentado nesta quinta-feira (30) e abriu o primeiro dia de apresentações para a imprensa.
Opel Astra GTC
Opel Astra GTC (Foto: Priscila Dal Poggetto/G1)
 
Aliás, a Opel precisa apertar o cerco no mercado europeu para aumentar sua participação no mercado, já que ainda enfrenta a recuperação da crise que a quase derrubou no ano passado.
Baseado na última geração que já roda nos países europeus, o Astra GTC é equipado com motor 2.0 turbo de 294 cv, com injeção direta de combustível e o câmbio é manual, de seis velocidades.

Na tendência para reduzir o consumo de combustível, o modelo é equipado com sistema star/stop, que desliga o veículo quando totalmente parado, para economizar combustível e reduzir a emissão de poluentes.
Opel Astra GTC
Opel Astra GTC (Foto: Priscila Dal Poggetto/G1)
 
O conceito traz ainda rodas de 21 polegadas e faróis e lanternas com LEDs. A versão de produção deve ser apresentada no ano que vem.
 
Meriva a dieselA Opel também trouxe ao salão a versão a diesel da nova Meriva. São cinco versões nesta opção de motor, com potencia entre 76 cv e 142 cv de potência.

Opel Meriva a diesel
Opel Meriva a diesel (Foto: Priscila Dal Poggetto/G1)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Idea e SpaceFox fazem um duelo de segmentos


A Fiat Idea é uma minivan pequena, que sempre teve entre seus concorrentes Chevrolet Meriva e Honda Fit. A Volkswagen SpaceFox é uma perua, também pequena, que prefere ser chamada de rival da Fiat Palio Weekend e Peugeot 207 SW. Mas seu porte, estilo de dirigir e, principalmente, faixa de preço, a credenciam para chamar a Idea para disputar a atenção de quem quer espaço para a família na cabine e no porta-malas.

As duas passaram por renovações em seu estilo. A SpaceFox ganhou a frente do Fox, nova traseira e interior com acabamento melhor que o da versão anterior. A Idea teve uma mudança mais profunda. Não apenas no visual, mas também debaixo do capô, com a linha E.torQ de 1,6 litro 16V que gera até 117 cv com álcool no tanque. As versões Sporting e Adventure receberam o bloco de 1,8 litro e a Attractive, de entrada, manteve o propulsor 8V de 1,4 litro.

A Volkswagen não alterou nada na mecânica da SpaceFox. O motor continua sendo o EA-111 de 1,6 litro 8V de 104 cv de potência com etanol. Nos dois carros existe a opção do câmbio automatizado de cinco velocidades, mas os veículos avaliados pelo iCarros estavam equipados com a caixa manual.

Na tabela de preços, a Idea Essence 1.6 16V é mais barata que a rival. A Fiat pede R$ 45.610 pela minivan com direção hidráulica, vidros dianteiros e travas elétricos e computador de bordo de série. A SpaceFox custa R$ 48.790 e vem sem o computador, mas traz ar-condicionado e trio elétrico no pacote básico. Com o i-System, o preço sobe para R$ 49.460. Com os mesmos equipamentos, a Idea supera a concorrente e vai a R$ 50.480.

Opcionalmente, as duas podem ter rodas de liga-leve de 15 polegadas, airbag duplo, freios ABS e sistema de som com entradas USB e para iPod e Bluetooth. A Idea oferece ainda airbags laterais, enquanto a SpaceFox dispõe de comandos de áudio e computador de bordo no volante.

Motor da Idea é melhor, mas não supera conjunto da SpaceFox

Se custa mais, a Idea entrega um motor melhor. Com o cabeçote de 16V, a Fiat tem mais potência em um propulsor mais moderno e de funcionamento mais suave. É verdade que falta um pouco de força em baixas rotações, mas, no geral, o desempenho agrada mesmo com a minivan carregada. O único porém é o câmbio, que está com engates mais precisos, mas ainda não conversa fluentemente com o motor.

E se o motor da SpaceFox já mostra sinais de cansaço, a perua chama a atenção pela harmonia do conjunto mecânico. O câmbio parece feito para o propulsor, que responde com mais ânimo na saída, mas tende a perder o fôlego em velocidades mais altas. Mesmo assim, tem torque suficiente para não exigir muitas trocas de marcha em ultrapassagens. A suspensão é confortável sem deixar de dar segurança em curvas. A direção é bem direta.

As posições de dirigir dos dois carros são parecidas. O motorista fica no alto, mesmo com a regulagem de altura toda para baixo, e tem um amplo campo de visão. A Idea, por ser mais curta e ter uma área envidraçada maior, acaba sendo mais fácil de manobrar. Mesmo altos, os dois modelos não são fãs de valetas, raspando a frente com facilidade.

Perua da Volkswagen tem mais espaço

A Fiat Idea é prática. Conta com diversos porta-objetos, como a prateleira acima do para-brisa e o console preso no teto. Além disso, acomoda bem cinco pessoas em seus 3,95 m de comprimento e entre-eixos de 2,51 m. A Volkswagen SpaceFox precisa de 4,17 m de comprimento para ter mais porta-malas, mas perde no entre-eixos, com 2,46 m. O bagageiro da perua tem 430 litros ante os 380 litros da minivan.

Apesar do espaço entre o eixo dianteiro e traseiro ser menor, os ocupantes também se sentem melhor na perua. Como os bancos são mais altos, sobra mais espaço para as pernas. Para os ombros, no entanto, leve vantagem para a Idea com 1,69 m de largura, 4 cm a mais.

Os dois modelos contam também com detalhes que devem agradar às famílias. A SpaceFox tem redes no porta-malas e mesinhas tipo de avião atrás dos bancos dianteiros. A Idea tem espelho extra no teto para vigiar o banco de trás ou pode vir com teto solar panorâmico, item que vai custar R$ 4.609. Os dois modelos ainda têm bancos rebatíveis e corrediços, no caso da Volkswagen. O rack no teto vem de série, mas somente com as barras longitudinais.

Veredicto de Fernando Pedroso – Apesar do bom motor da Fiat, não compensa pagar a mais pela Idea com os mesmos opcionais. Também não compensa pagar menos e ter um carro deste porte sem ar-condicionado. Pelo custo-benefício, pelo conjunto mecânico bem acertado e pelo espaço para bagagem, a vitória deste comparativo fica com a SpaceFox.

Nova geração da Chevrolet Montana

A General Motors do Brasil costuma prolongar a vida de seus modelos – a picape S10, o sedã Classic e o hatch Astra, por exemplo, carregam mais de uma década na bagagem – mas escolheu a Montana, que tem sete anos de vida, para ser o segundo integrante da nova família de carros da marca inaugurada com o hatch Agile. A nova Montana foi apresentada neste sábado, em Pernambuco. O G1 andou na versão topo de linha equipada com o motor 1.4 de 102 cv, o mesmo do primo hatch.

A eleição da 'picapinha' é uma estratégia para não perder espaço em um segmento agitado. Liderado pela Fiat Strada, há um ano ganhou a nova Volkswagen Saveiro e, em 2010, a Peugeot Hoggar, que estreou no mercado em maio com o apelo de ter a maior caçamba da categoria.

O primeiro passo da General Motors foi tentar tirar o título da Hoggar de maior capacidade de carga. Conseguiu, apenas em partes . A nova Montana tem 1,64 m de comprimento na caçamba e carrega até 758 kg, 16 kg a mais do que a picape da Peugeot que, por outro lado, leva até 1.151 litros de bagagem (com protetor de caçamba), 51 litros de diferença para o modelo da Chevrolet.

Outra medida foi oferecer piloto automático e ar-condicionado digital, itens não existentes nos concorrentes. A configuração mais completa, a Sport, traz no pacote, por R$ 40.040, vidros, travas e retrovisores elétricos, computador de bordo, ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS, airbag duplo, piloto automático, luzes de neblina, rodas de 15 polegadas e sistema de som com entrada auxiliar e USB.

AvaliaçãoDurante a avaliação até o Porto Suape, em Ipojuca (PE)  - onde a montadora tem um centro de logística - o motor 1.4 apresentou fôlego maior do que no hatch e respondeu bem aos comandos do acelerador e retomadas de velocidade, por causa também da alteração na relação da primeira e quinta marcha do câmbio manual.
Chevrolet Montana é o segundo modelo a ganhar a nova 'cara' da marca.


Chevrolet Montana é o segundo modelo a ganhar a
nova 'cara' da marca. (Foto: Divulgação)

O primeiro passo da General Motors foi tentar tirar o título da Hoggar de maior capacidade de carga. Conseguiu, apenas em partes . A nova Montana tem 1,64 m de comprimento na caçamba e carrega até 758 kg, 16 kg a mais do que a picape da Peugeot que, por outro lado, leva até 1.151 litros de bagagem (com protetor de caçamba), 51 litros de diferença para o modelo da Chevrolet.

Picape tem a maior capacidade de carga do segmento, mas perde em volume para a Peugeot Hoggar.
Picape tem a maior capacidade de carga do segmento, mas perde em volume para a Peugeot Hoggar.
Aspecto visual da cabine é bom, mas uso de plástico duro no acabamento empobrece o interior.
Aspecto visual da cabine é bom, mas uso de plástico duro no acabamento empobrece o interior.

No conjunto mecânico foi adotada ainda uma nova suspensão traseira, mais rígida para suportar a carga extra, o que é bom para quem utiliza o veículo carregado na maior parte do tempo ou gosta de uma guiada mais esportiva. A direção é leve, mas precisa. Outro ponto positivo é a posição de dirigir elevada, que conta com regulagem de altura do banco do motorista e volante, mais espaço para as pernas e boa visibilidade. A tampa traseira tem um caimento em relação à lateral para não prejudicar a visão do motorista, como acontecia na geração anterior.

Por falar na antiga Montana, dela só restou o degrau para facilitar o acesso na caçamba, item ‘copiado’ pela nova Saveiro e a Hoggar. Já na cabine, bem-vindo ao Agile. O interior é igual, inclusive nos defeitos. Apesar de trazer peças plásticas em formatos mais ousados e detalhes no painel que imitam aço escovado, há rebarbas nas portas e peças mal encaixadas no painel. Visualmente o acabamento interno é bom, no entanto, o uso de materiais mais duros não é muito agradável ao toque.

Apesar da ‘economia’ nos detalhes, a nova Montana é muito bem acertada. O visual deverá ser o item que vai decidir a preferência do consumidor. Por ser mais arrojada, com uma linha semelhante à adotada pela Peugeot, o conjunto pode agradar muito ou não empolgar. Quem está bastante animada é a General Motors, que até 2012 promete renovar todo o seu portfólio de produtos e chegar, em 2014, ao topo do ranking das montadoras no país. Uma meta ousada, mas não distante, já que mesmo com uma linha mais ‘ultrapassada’, em relação à Fiat e Volkswagen – que ocupam a primeira e segunda posição -, a marca mantém o terceiro lugar em vendas no mercado nacional.

Tabela de concorrentes Picape Montana

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Instalar rodas maiores exige certos cuidados

Um dos itens mais desejados entre os amantes de carros são as rodas com desenhos diferenciados e aros maiores que os originais. Dentro da prática do tuning, então, é quase uma obrigatoriedade trocar o conjunto original por um estilizado, cujo modelo se adapta ao gosto e ao perfil do dono do carro.

Mas, antes de trocar seu jogo original de pneus e rodas, são necessários alguns cuidados. O CTB (Código de Trânsito Brasileiro) proíbe que o diâmetro das rodas ultrapasse os limites externos dos para-lamas do veículo. Ou seja, o tamanho total do conjunto roda/pneu não pode ser alterado nestas condições. Não respeitar esta regra é uma infração grave. O condutor perde cinco pontos na carteira, paga multa de R$ 127,69 e pode ter o carro retido.

Além de infringir a lei, alterar o tamanho original pode afetar o desempenho do seu carro. "Se o diâmetro máximo do pneu superar o original, vai aumentar a inércia na roda, prejudicando a aceleração", explicou o professor do curso de Engenharia Mecânica Automobilística do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana), Ricardo Bock. "A mudança entre a relação final da rotação do motor e a da roda é alterada e a cada volta que ela der o percurso será maior", disse.

Outro ponto negativo é o conforto dos passageiros. Uma roda maior significa um pneu menor e, com isso, menos absorção dos impactos. "O pneu tem comportamento visco elástico e colabora na absorção das vibrações. Se o perfil do pneu for muito mais baixo, aumenta o nível de vibrações dentro do carro", afirmou Bock.

Esportividade e beleza

Há também benefícios para os amantes da velocidade que desejam uma roda personalizada com um aro maior. Além da estética, o item ajuda na estabilidade de quem gosta de dirigir de maneira esportiva.

O gerente comercial da Mangels do Brasil, Sidney Martinho, explicou que um aro superior é muito mais que um equipamento bonito. "O aro maior, geralmente, proporciona uma sensação maior de estabilidade do veículo, em função de uma resposta mais precisa de direção”, afirma. Mas ele reconhece que a procura pelo acessório, na maioria das vezes, está ligada à aparência do veículo. “ O apaixonado por carro gosta de deixá-lo com a cara dele; a roda é parte deste processo”, complementou.

Recomendações

A recomendação para quem deseja trocar o conjunto original é ter cuidado nas modificações, no local da instalação e na marca do produto. "Quem quiser trocar, é aconselhável respeitar o diâmetro máximo externo deixando próximo ao original e tomar o cuidado de verificar se o fabricante das rodas é devidamente homologado", complementou o professor Bock. Outro conselho é ficar atento às recomendações do fabricante. “É importante lembrar que as características técnicas devem ser respeitadas, conforme critérios de cada fabricante de veículo”, lembrou Martinho

CPFL Energia espera incentivos do governo para projeto de carro elétrico

Protótipo de posto recarga para carros elétrico da CPFL Energia


Governo deverá reduzir a alíquota do IPI para 7,5%, diz a empresa.

Shopping em Campinas (SP) vai ganhar protótipo de posto de recarga.

A CPFL Energia já faz testes de pontos de recarga de veículos elétricos e plug-in na sua sede em Campinas, no interior de São Paulo. O projeto do Eletroposto é brasileiro e o protótipo foi montado no Brasil. No entanto, para continuar, o responsável pelo projeto de veículos elétricos da CPFL, Marcelo Rodrigues Soares, afirma que o programa precisará de incentivos do governo.


“Já temos várias iniciativas e, no momento, estamos passando da fase de pesquisa para a utilização dos veículos elétricos em nossa frota”, disse Soares por e-mail ao G1. Segundo ele, a ideia é comercializar os carros. “Para isso o papel governamental é fundamental”, ressaltou.

De acordo com o responsável pelo projeto, o governo deverá reduzir a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para 7,5%, como incentivo ao carro elétrico.

Sob a pressão do setor privado, o governo brasileiro havia considerado abrir caminho paralelo ao do etanol. O Ministério da Fazenda chegou até a afirmar que anunciaria em maio um plano embrionário de estímulo ao desenvolvimento dessa tecnologia. No entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou o anúncio para "estudar melhor" o projeto.

Em julho, o governo liberou R$ 600 milhões para pesquisas em tecnologia no país. Segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, parte dos recursos deve ser destinada a pesquisas para a construção de carros elétricos. Segundo ele, o recurso liberado vai incentivar fabricantes para desenvolver bateria para carros elétricos. No entanto, não há valor específico destinado ao setor.

A CPFL Energia participa do projeto do carro elétrico brasileiro e da rede de abastecimento iniciado em 2006. Hoje, a ação tem iniciativas como o Palio Weekend (parceria com Fiat e Itaipu), moto elétrica (em conjunto com a Unicamp), o Aris (veículo elétrico projetado pela Edra em parceria com a CPFL) e os carros de passeio noruegueses TH!NK City.


Ainda neste ano, a CPFL Energia deverá instalar uma nova unidade do protótipo do Eletroposto em um shopping de Campinas, que funcionará no autoatendimento, com o pagamento realizado por meio de cartões tipo smart card, pré-pago e cartão de crédito. O usuário poderá acessar a internet via celular para controlar a carga do veículo.

Ferrari anuncia recall da 458 Italia por causa de incêndios


Problema estaria na cola usada na estrutura do novo modelo da marca.


Mais de 1,2 mil unidades do superesportivo foram vendidas no mundo.

A fabricante de veículos de luxo Ferrari anunciou, nesta quarta-feira (1º), o recall das unidades do novo modelo 458 Italia produzidas até julho. Segundo a companhia, os carros em todo o mundo passarão por uma vistoria após cinco casos de incêndio com o modelo.


De acordo com o anúncio da companhia, o problema estaria na cola adesiva usada para fixar o painel de isolamento de calor à estrutura do carro. De acordo com o comunicado da Ferrari, o adesivo pode pegar fogo sob altas temperaturas e causar incêndio no compartimento do motor.

Mais de 1,2 mil unidades do modelo já foram entregues em todo o mundo. Os proprietários que tiveram seus superesportivos queimados serão substituídos por outro novo e as demais unidades envolvidas serão verificadas no recall.


A solução encontrada pela fabricante foi criar um novo painel de isolamento preso com rebites e não com a cola adesiva.

O modelo foi apresentado no mercado brasileiro em abril deste ano, mas as vendas ainda não começaram, segundo a importadora oficial Via Italia. O modelo é oferecido no país por R$ 1,5 milhão. De acordo com a importadora oficial da marca italiana, a estimativa é de que até o final do ano sejam comercializadas 20 unidades da 458 Italia no mercado brasileiro.

Primeiras impressões: Chevrolet S10 Rodeio

Versão mira zona rural para manter vendas de 4 mil unidades por mês.

Com 15 anos, picape mudou pouco e já tem data para se aposentar.

“Em time que está ganhando não se mexe”. Essa é a diretriz que a Chevrolet vem adotando para a picape S10 que, desde a estreia no Brasil, em 1995, é líder do segmento com folga. Por isso, a nova versão Rodeio - baseada na série especial de mesmo nome lançada em 2005 - foi apresentada nesta quarta-feira (1º), em Esteio (RS), sem novidades significantes. Ela é mais uma estratégia de marketing da General Motors - desta vez com apelo ao cliente que mora fora dos centros urbanos - para manter o alto nível de vendas do modelo.


No acumulado do ano, até a primeira quinzena de agosto, foram comercializadas 25.999 unidades da S10, contra 19.476 da Toyota Hilux e 11.812 da Mitsubishi, segunda e terceira colocadas no ranking, respectivamente. Principal concorrente, pelo preço equivalente, a Ford Ranger vendeu 9.405 unidades no período, uma desvantagem de 16.594 em relação à líder.

A confortável posição no mercado nacional permitiu que a S10 se desse ao luxo de mudar muito pouco. Nos 15 anos que traz na caçamba, a picape recebeu apenas leves alterações visuais e novas versões. A principal mudança ocorreu em 2007, com a adoção do motor flex, grande trunfo do modelo que deu ainda mais tranquilidade para a fabricante. Apesar da ameaça dos rivais, a S10 continua sendo a única picape média que bebe álcool e gasolina no país. A Hilux bicombustível deve chegar ainda este ano e a Volks já anunciou o propulsor flex para a Amarok no segundo semestre de 2011.


Sem o aperto da concorrência, o desafio da Chevrolet no momento é elevar as vendas da picape para o patamar de 4 mil unidades mensais, montante registrado em julho, mês recorde para o modelo, com 4.105 unidades comercializadas. Para dar esse fôlego, a fabricante apontou a mira para a zona ruralista e começa a oferecer nas lojas a Rodeio (substituta da versão Tornado) em três opções, que partem de R$ 66.025 (com motor 2.4 Flex e tração dianteira) e chegam a R$ 95.541 na configuração 4X4 e motor 2.8 a diesel.

No visual, foram incorporados estribos laterais, rodas de 16 polegadas pintadas em cinza chumbo, rack de teto, capota marítima, protetor de soleira nas portas, farol com máscara negra, lanternas fumês e adesivos espalhados pela carroceria com o nome da versão. Entre os equipamentos de série estão ar-condicionado, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos, coluna de direção ajustável em altura, sistema antideslizante das rodas traseiras (Trac-Lock) e freios com sistema antitravamento das rodas (ABS). A lista de opcionais inclui sensor de estacionamento, som MP3 player, aparelho GPS e geladeira interna.

Sem novidades no conjunto mecânico e dimensões, a S10 mantém as mesmas qualidades e defeitos. Mesmo com um projeto ultrapassado, ela conquista pelo bolso. Além de um preço interessante, tem manutenção barata e é econômica. De acordo com a fabricante, o consumo médio é de 6,9 km/l com álcool e de 9,8 km/l com gasolina.

O motor 2.4 Flexpower de 147 cavalos (com álcool) e 21 kgfm de torque garante bom desempenho à picape. Ela demora a embalar, mas depois responde bem às pisadas no acelerador. Mérito também da precisão do câmbio manual de cinco velocidades que tem trocas suaves e não cansa o motorista. No entanto, para viagens longas, a dica é alongar bem as pernas antes. O assoalho é muito alto, o que sobrecarrega principalmente os joelhos. Quem vai atrás sofre mais por causa da suspensão, que é mais rígida no eixo traseiro.

O visual da S10 briga com o tempo. Para ficar mais "moderninha" sobrecarregam as novas versões de peças plásticas. Na Rodeio, a carroceria é ainda mais poluída por causa dos adesivos nos tons laranja e preto, mas o recurso aliado ao santantonio, os estribos laterais e o rack de teto ajudam a disfarçar a idade.


No entanto, a aposentadoria está perto. A "velhinha" deve deixar de ser produzida até o final de 2012, ano previsto para a estreia da nova geração da picape. O modelo seguirá a identidade visual da marca inaugurada no Agile e caracterizada pela grade dianteira dividida em duas partes. A nova S10 também será oferecida na América do Sul, onde foi flagrada durante testes. Há possibilidade ainda da comercialização na Austrália, país que exportará para o Brasil o novo Omega a partir de novembro.