terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Top 10: Cores para fugir do preto e do prata

Segundo uma pesquisa divulgada recentemente por uma empresa de revestimentos automotivos, prata é a cor favorita em 26% das compras de carro em todo o mundo. A preta vem em seguida, com 24%, e a branca empata com a cinza em terceiro, com 16%. Essas escolhas, principalmente no Brasil, se justificam pela valorização do veículo quando for vendido no mercado de usados, mas deixam o trânsito cada vez mais sem graça. O iCarros escolheu 10 cores para variar e fugir da “ditadura” do preto e prata.

10 – Branco
É de se estranhar esta escolha, já que é a terceira mais procurada no mundo. Mas em algumas cidades brasileiras, como em São Paulo, o branco é a cor dos táxis. Ter um veículo particular nessa cor, portanto, ainda é um tanto quanto exótico. O Volkswagen Fox, depois da re-estilização, chegou a ganhar um branco perolizado entre as opções, mas a cor já saiu de linha.

9 – Preto fosco
Comumente vista nas ruas, a cor preta ganhou uma nova tonalidade nos últimos tempos. Influenciado por modelos de fora, alguns carros ostentam uma pintura preta fosca. Aliada a rodas grandes, o carro ganha um estilo "bad boy". Nenhuma fábrica oferece esse tipo de acabamento, mas muitas empresas fazem o envelopamento com adesivo vinil em qualquer carro. O serviço custa cerca de R$ 900 para carros pequenos e pode dobrar em caso de picapes médias e grandes.

8 – Marrom
O Volkswagen CrossFox já teve essa cor antes do facelift e agora quem ostenta a tonalidade é o Citroën AirCross. Chamado de Hickory, o tom é metálico e custa R$ 710, mesmo preço das outras cores.

7 – Azul
O azul sempre esteve presente nos modelos de luxo em tonalidades mais escuras, mas ganhou ares mais alegres recentemente. O Chevrolet Vectra GT, quando foi re-estilizado recebeu um azul bem chamativo, que já não é mais oferecido. A Fiat tem um leque maior, como o azul splash do Uno e o azul maserati do Bravo. A Kia também oferece a cor no Cerato.

6 – Amarelo
O amarelo sempre esteve ligado à esportividade e é nas versões com esse apelo que ela mais aparece. A Volkswagen oferece a tonalidade no CrossFox e a Fiat para a versão Sporting do Uno e T-Jet do Bravo. O Uno ainda tem o berrante amarelo citrus nas versões Vivace e Attractive.

5 – Verde
O verde repete o caso do azul que, em tonalidade escura faz sucesso em carros de luxo, mas que ganhou tons mais claros e chamativos. O Palio foi lançado em 1996 com um verde claro e, em 2008, teve de novo uma pintura metálica nessa cor. A estratégia se repetiu no lançamento do Uno, com o verde box na versão Way. O Chevrolet Montana bebeu na mesma fonte com o verde jasper na configuração Sport.

4 – Vermelho
O vermelho é a quarta cor mais comprada no mundo, mas não deixa de ser chamativa. A tonalidade é disponível em quase todos os modelos à venda no Brasil, mas é incomum em algumas carrocerias, como a de sedãs médios e grandes. Honda Civic e Chevrolet Vectra já tiveram essa pintura. Hoje, o Chevrolet tem o vermelho chardon, que é bem próxima do bordô, e o Honda tem o vermelho vivo disponível na versão Si.

3 – Roxo
Quando foi lançado no Brasil em 1996, o Ford Ka tinha uma pintura roxa, também disponível no Fiesta. O Kia Cerato tem um cinza com este tom, mas é quase imperceptível. Voltando ao passado, a Ford lançou o New Fiesta Sedan no vermelho magenta, que é uma tonalidade do roxo.

2 – Laranja
O laranja ganhou força no Brasil com o Kia Soul. Depois disso, a Volkswagen criou o laranja atacama para a Saveiro Cross e para o CrossFox. Como cores de lançamento, o Chevrolet Vectra GT e o Volkswagen Gol foram pintados assim, mas nem chegaram a ser vendidos.

1 – "Camaleão"
Essa é outra cor difícil de ser vendida em modelos originais. A Renault já teve um tom de verde para Clio e Scénic que, dependendo do ângulo de visão, tinha tonalidades diferentes, chegando a azul ou roxo. No mercado de acessórios, existem tintas que dão o mesmo efeito e os preços variam conforme as cores e o tamanho do carro.

Gol Rallye embarca na aventura do Uno Way



Fiat Uno Way 1.4

Volkswagen Gol Rallye 1.6

O Fiat Uno, em sua segunda geração, chegou para ser a pedra no sapato do Volkswagen Gol. Até agora, só incomodou nas vendas, mas sem conseguir ultrapassar o tradicional líder do mercado. Eles até já se encontraram no iCarros, quando o Uno venceu o Gol nas suas configurações de entrada, equipadas com motores de 1,0 litro.

Com o Fiat em seus calcanhares, a Volkswagen resolveu atacar uma das versões mais vendidas do Uno, a Way, com uma roupagem também aventureira trazendo de volta o nome Rallye. Como o Gol vem somente com motor de 1,6 litro, o iCarros chamou o Uno com 1,4 litro para ver se o resultado do primeiro comparativo se repete ou se a história vai ser diferente. Vale lembrar que a versão do Uno também pode ter o propulsor menor.

O Gol Rallye 1.6 custa R$ 40.700 contra os R$ 32.480 que a Fiat pede pelo Uno Way 1.4, mas o Volkswagen vem com rodas de liga-leve de 15 polegadas, trio elétrico, direção hidráulica, chave estilo canivete, faróis de neblina e milha integrados e sensor de estacionamento traseiro.

Para equipar o Uno Way com todos esses equipamentos, mas sem o sensor de estacionamento e com rodas de 14 polegadas, o preço sobe para R$ 36.321, incluindo ajuste de altura do banco do motorista, outro item de série do Gol. Entre os opcionais, os dois carros podem ter ar-condicionado, CD-player com MP3 e entrada USB com interface para Apple iPod e Bluetooth, freios ABS e airbag duplo. O Rallye ainda pode ter computador de bordo.

Estilo aventureiro só por fora

Reconhecer um carro que adotou a moda da roupagem aventureira é fácil, já que eles combinam muitos itens entre sim. Os dois carros possuem apliques pretos nas caixas de rodas, largos frisos nas laterais e protetores prateados no centro dos para-choques. O Gol tem um adereço imitando um quebra-mato e grandes faróis de neblina com milha. O Uno tem para-choques e grade pintados de preto e rack de teto.

Por dentro, os dois modelos são mais discretos. O Gol tem o painel com a parte superior mais clara que nas versões tradicionais. Os bancos ficam com o destaque apenas por ter o nome da versão estampado com – de forma curiosa – alguns quadrados com cantos arredondados, tema que guia o desenho justamente do rival Uno. O Way é mais discreto ainda, tendo apenas o tecido dos bancos exclusivos, também com o nome da versão bordada nos encostos.

Desempenho compensa o preço do Gol

Se o Gol continua mais caro que o Uno equiparado em acessórios e ainda faltam motivos para isso, o motor faz a diferença. Ao contrário do comparativo entre os carros com motor 1.0, entre o 1.6 da Volkswagen e o 1.4 da Fiat a diferença é maior. O Gol tem 101 cv com gasolina e 104 cv com álcool a 5.250 rpm. O torque máximo é de 15,4 kgfm e 15,6 kgfm respectivamente.

O Uno tem 85 cv com gasolina e 88 cv com álcool a 5.750 giros, enquanto o torque máximo chega aos 12,4 kgfm e 12,5 kgfm com cada combustível. Com isso, o Fiat acelera de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos, 1,2 s mais lento que o rival. A velocidade máxima é de 167 km/h, 15 km/h a menos.

Mas não é só nos números que o Uno fica abaixo do Gol. A direção e o câmbio mais precisos dão melhor dirigibilidade ao carro amarelo das fotos. A suspensão, sem desmerecer a do Uno, é bem acertada e equilibra o conforto com a estabilidade. O Uno se dá melhor quando falamos de acabamento e posição de dirigir. Os comandos também estão mais à mão que no Gol.

Veredicto de Fernando Pedroso – Se o comprador gosta mesmo do estilo aventureiro e está em dúvida entre as duas opções, vale a pena gastar um pouco a mais e levar o Gol Rallye, que é mais equipado e tem desempenho superior. A arma do Uno é mesmo o custo-benefício, já que com quase o mesmo nível de equipamento, ainda fica mais barato que o rival. Mesmo assim, ficam faltando equipamentos como sensor de estacionamento, rodas de 15 polegadas e faróis de milha.

BMW faz recall de 1.362 motos no Brasil por problema em roda traseira

Foram convocados seis modelos fabricados entre 2004 e 2010.
Falha em alavanca pode ocasionar travamento da roda, diz fabricante.

bmw k1300s
BMW K 1300s
 
A BMW convocou nesta segunda-feira (13) o recall de 1.362 motocicletas dos modelos BMW K 1200 S, K 1200 R, K 1200 GT, K 1300 S, K 1300 R e K 1300 GT, fabricadas entre setembro de 2004 e setembro de 2010.
O motivo é possibilidade de ruptura da alavanca de acionamento do amortecedor traseiro e consequente travamento da roda traseira contra o para-lama, o que pode causar acidentes.

Veja os chassis dos veículos envolvidos:
Modelo K1200GT numeração de chassis: de ZN71658 até ZN74993
Modelo K1200GT numeração de chassis: de ZU95589 até ZU97506
Modelo K1200R numeração de chassis: de ZN10683 até ZN22949
Modelo K1200R numeração de chassis: de ZV77387 até ZV79411
Modelo K1200S numeração de chassis: de ZL90512 até ZL99911
Modelo K1200S numeração de chassis: de ZR80112 até ZR89899
Modelo K1200S numeração de chassis: de ZU42518 até ZU43531
Modelo K1200S numeração de chassis: de ZW14829 até ZW16232
Modelo K1300GT numeração de chassis: de ZW00176 até ZW06302
Modelo K1300R numeração de chassis: de ZV77278 até ZV82433
Modelo K1300S numeração de chassis: de ZV65265 até ZV72789

A fabricante informa que, até o momento, nenhum acidente foi registrado no Brasil ou outro país devido à falha, mas, preventivamente, fará a substituição da alavanca do amortecedor e de eventuais peças correlatas. Segundo a BMW Motorrad, a duração do serviço é de aproximadamente 1 hora.
O agendamento e mais informações podem ser obtidos pelo telefone 0800-707-3578 (de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h) e também no site da BMW Motorrad Brasil (www.bmw-motorrad.com.br). Os clientes também serão convocados por meio de cartas.
A Fundação Procon-SP diz que, por se tratar de possibilidade de acidente com risco à saúde e segurança dos usuários e de terceiros, o atendimento ao consumidor deve ser de imediato. O recall envolve os modelos adquiridos da concessionária ou de pessoa física e não há prazo limite para atendimento à campanha. Se o consumidor tiver qualquer dificuldade para efetuar o reparo/substituição, deve procurar um órgão de defesa do consumidor.

Fiat confirma fábrica em Suape para produção de 200 mil unidades/ano

Fábrica da Fiat, em Betim, Minas Gerais
Fábrica da Fiat, em Betim, Minas Gerais

A Fiat confirmou a instalação de uma nova fábrica em Pernambuco, que será construída na cidade de Suape e terá capacidade de produzir 200 mil veículos por ano. As informações foram divulgadas  na segunda-feira (13) após jantar oferecido pelo governo do Estado a executivos da companhia.
A futura unidade deve ficar pronta em três anos e produzirá um novo modelo, ainda a ser desenvolvido pela Fiat, que terá como público-alvo os consumidores das regiões Norte e Nordeste.
De acordo com uma fonte familiarizada com o projeto, que pediu para não ter o nome revelado, o investimento deve ser de entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões.
A capacidade de produção da unidade será similar à da planta da Fiat na cidade argentina de Córdoba.
Além da construção de uma nova fábrica em Pernambuco, a montadora italiana também pretende expandir sua unidade em Betim, Minas Gerais, em 150 mil veículos por ano. Atualmente a fábrica produz 800 mil veículos anualmente e sua capacidade de produção no Brasil praticamente tomada.
A nova geração do Fiat Uno, lançada em maio deste ano, tem fila de espera de 20 mil unidades, o que forçou a fabricante a aumentar a capacidade de 12 mil unidades/mês para 15 mil unidades/mês.
A capacidade instalada ocupada adiou, inclusive, o lançamento da versão duas portas do Novo Uno, que estava prevista inicialmente para setembro deste ano e agora é aguardada para início de 2011.

O projeto da fábrica em Suape será formalmente anunciado na terça-feira (14), durante evento com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cidade de Salgueiro, a 515 quilômetros do Recife.
No próximo dia 29, Lula deve ir a Suape para cerimônia de inauguração da pedra fundamental da fábrica da Fiat.
R$ 10 bilhões até 2015
O grupo Fiat anunciou recentemente plano de investimento de R$ 10 bilhões no Brasil até 2015, volume de recursos que inclui automóveis, autopeças e máquinas agrícolas. Do total de investimentos, 70% será destinado à área automotiva da empresa, que prevê 20 lançamentos entre novas versões e modelos em 2011.
Em março, o grupo inaugurou no Brasil a maior fábrica do mundo da Case New Holland, unidade de máquinas agrícolas da Fiat, após investimentos que consumiram R$ 1 bilhão.

Primeiras impressões: Omega Fittipaldi

Sedã que chega neste mês tem motor em alumínio 3.6 V6 de 292 cv.
Apesar do novo apelo esportivo, continua voltado para executivos.

Priscila Dal Poggetto Do G1, em Indaiatuba (SP)
omega fittipaldi
Omega Fittipaldi (Foto: Divulgação)
A General Motors lança na próxima semana o novo Chevrolet Omega Fittipaldi, sua última novidade em 2010, e o carro foi apresentado nesta segunda-feira (13), em Indaiatuba (SP). Importado da Austrália, ele carrega o nome do piloto brasileiro com o intuito de dar um ar “esportivo” ao sedã topo de linha da marca. Mas a verdade é que o foco do modelo de preço sugerido em R$ 128,6 mil são os executivos, que nem querem saber de se sentar ao volante. Como diz o diretor geral de relações púbicas e governamentais da GM do Brasil, Marcos Munhoz, a parte de trás do carro tem espaço para “ler jornal de pernas cruzadas”.
O grande destaque do sedã é de fato o motor em alumínio 3.6 V6, de 292 cavalos de potência -contra os 254 cv do Omega CD- e 36,72 kgfm de torque, com injeção direta de combustível. Combinado a um câmbio automático de seis velocidades, com opção de trocas manuais, o propulsor garante ao modelo de tração traseira a aceleração de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos. A velocidade é limitada eletronicamente a até 235 km/h.


Espírito esportivo
Ao acelerar o carro pela primeira vez, sente-se a força do motor, capaz de puxar sem esforço algum o pesado carro de 1.758 kg. Com um leve toque no pedal do acelerador, o sedã "mostra os dentes" e arranca com o som de um Camaro. De acordo com Munhoz, mesmo o peso de uma blindagem não afeta em nada o desempenho do carro.
Realmente, força ele tem. Por causa disso, o condutor tem que ficar atento com o freio. O carro acelera rápido, mas demora um pouco a responder às frenagens, justamente por causa do peso. Nas curvas, graças ao sistema eletrônico de controle de estabilidade, é extremamente seguro e passa confiança ao condutor, que pode concluir as manobras em alta velocidade.
Para quem gosta de carro esportivo, o Omega é um pouco “mole”, mas absorve bem as depressões no solo. A posição de dirigir é bem fácil de achar. O para-brisa é extenso e o banco tem regulagem elétrica.

omega fittipaldi
Painel do Omega (Foto: Divulgação)

Se preferir o banco de trás...
Todo o acabamento interno foi pensado no ocupante do banco de trás. A GM resolveu inovar e arriscou em utilizar internamente couro bege claro, o que deu certo, já que ampliou a sensação de espaço interno do carro, que já é grande. Só pecou nos detalhes em preto nas portas, bem abaixo dos vidros. A textura simples fez com que a harmonia interna se perdesse um pouco. Seria melhor, se a fabricante tivesse optado pelo detalhe em madeira que é utilizado no painel do carro.
No console central, há um painel touch screen em que é possível conectar smartphones, iPod e pendrives para ouvir músicas e fazer ligações telefônicas via Bluetooth, além das funções ligadas propriamente ao carro, como o sistema de assistência de manobras com câmera e sensores quando é engatada a ré. Mas a interatividade para por aí. O Omega não traz DVD nem na frente e nem nos encostos de cabeça dos bancos dianteiros.

bancos omega
Bege claro domina interior (Foto: Divulgação)
Resta, então, ler jornal. Realmente, o espaço para as pernas nos bancos de trás são grandes e o assento é bem confortável. Porém, os bancos são bem baixos em relação ao resto do carro. Como os vidros também são menores, tem-se a sensação de "encolher" um pouco. Além disso, na parte traseira, a suspensão não absorve tão bem os desníveis.

Malibu ganha em design
Apesar de gosto ser algo relativo, o que decepciona no Omega é o novo design. O modelo teve o para-choque e grade frontal redesenhados, que permitiram um formato diferente para o farol de neblina, mas o conjunto não tem o glamour esperado para esse patamar de preço. A parte traseira, pouco expressiva, só não é mais quadrada porque ganhou um spoiler. Elegantes ficaram apenas as laterais, com linhas bem harmônicas e mais esportivas, muito bem acabadas pelas rodas de liga leve de 17 polegadas.

omega fittipaldi
Para-choque e grade foram redesenhadas

 

A fabricante testará o mercado brasileiro, primeiramente, com um lote inicial de 600 unidades. Ao considerar que para se andar com um carro desses pelas grandes capitais é preciso de blindagem, que, de acordo com a GM, custa entre R$ 40 mil e R$ 50 mil, a conta final do Omega fica mais salgada.
Para aqueles que preferem um sedã para passear e dispensam o motorista, quem ganha a concorrência dentro da linha da própria Chevrolet é o Malibu. Apesar do motor menos potente, é mais elegante e mais em conta (R$ 89,9 mil).
omega fittipaldi
Laterais ganharam linhas mais harmônicas e esportivas