segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mecânico brasileiro desenvolve carro "quadriflex"

Além de “beber” álcool e gasolina, carro utiliza energia eólica e solar para reduzir consumo


Gram-Eollic
Fiat Uno adaptado pode ser alimentado por álcool, gasolina, luz solar e pelo vento
A invenção motorizada do mecânico Fernando Alves Ximenes promete reduzir em até 40% os gases poluentes despejados pelos carros. Aos 46 anos, o cearense é responsável pela criação de um carro quadriflex artesanal, que além de “beber” gasolina e etanol, também se alimenta de energia solar e eólica para auxiliar na redução de consumo de combustível. “Este é o primeiro veículo do mundo com a tecnologia”, valoriza o inventor.
Para colocar o advento em prática, Ximenes utilizou um Fiat Novo Uno e manteve a maioria das características do carro. Apesar do título “quadriflex”, o motor que move o veículo é o mesmo bicombustível da versão original. O diferencial está nos sistemas auxiliares de captação de energia. A solar é obtida por meio de um painel fotovoltaico instalado no teto. O mecânico prefere não entregar muitos detalhes sobre o sistema de captação de energia eólica, mas revela que ela é gerada através de turbinas instaladas na dianteira do carro, que entram em funcionamento a partir dos 40 km/h.
Essas fontes alternativas são as responsáveis por alimentar os sistemas periféricos do carro, como ar-condicionado, luzes e rádio. Com isso, foi-se o alternador e a transferência de energia do motor a combustão para a parte elétrica do veículo, o que auxiliou na redução do consumo e na manutenção da potência do motor. Quando não utilizada, a energia captada é armazenada na bateria do carro. Apesar das modificações, o peso do veículo não é radicalmente alterado, mantendo a média de 840 kg do Uno.

Gram-Eollic
Placa instalada no teto capta energia solar; Sistema de turbinas instalados na dianteira gera energia pelo vento
O carro é bom para o meio ambiente e para o bolso. O litro da gasolina rende até cinco quilômetros a mais com o uso da tecnologia. Segundo Ximenes, a potência original do carro é de 75 cv. Com o uso das energias alternativas esse número sobe para 81 cv, além de aumentar em 40% o torque. A sensação, segundo o criador do automóvel, é de que o motor 1.0 tem força equivalente ao de um bloco 1.3 litro.
A preocupação do mecânico com o meio ambiente surgiu há dez anos, durante o chamado “Apagão”, em 2001. Na época, o país passava por uma crise no abastecimento de energia elétrica e instaurou medida de racionamento. “Percebi que era preciso criar sistemas alternativos sustentáveis para desacelerar o processo de degradação ambiental”, lembra Ximenes.
Desde então, o mecânico tem se dedicado inteiramente à causa ecológica. Em conjunto com a empresa Gram-Eollic, que estuda projetos industriais com energias alternativas (e da qual o cearense faz parte), Ximenes desenvolveu um poste que fornece iluminação também por meio de energia eólica e solar. “Meu sonho é construir uma cidade totalmente sustentável”, revela.
O carro quadriflex ainda não passa de um protótipo, mas a ideia do inventor é divulgar sua criação para que automóveis sejam desenvolvidos com a tecnologia, que custa cerca de R$ 8.000 e pode ser instalada em qualquer veículo.

Gram-Eollic
Tecnologia tem um custo de cerca de R$ 8 mil para instalação em qualquer veículo

GM apresenta nova Chevrolet Colorado

Versão asiática da picape revela como ficará a Chevrolet S10 brasileira
General Motors
O modelo contará com opções de carroceria larga ou estreita, suspensão baixa ou alta e tração 4x2 e 4x4
Diretamente da Tailândia, a General Motors revela ao mundo sua nova versão da Chevrolet Colorado, produzida no Brasil como Chevrolet S10. O visual segue de perto o que foi revelado no conceito exibido no Salão de Buenos Aires deste ano, e já mostra como ficará a nova geração da picape brasileira, que será vendida no ano que vem.
Na Tailândia, a geração 2012 da picape será oferecida em 26 combinações diferentes de motorização e versões, que incluem variantes como cabine simples, cabine estendida e cabine dupla. Além disso, o modelo contará com opções de carroceria larga ou estreita, suspensão baixa ou alta e tração 4x2 e 4x4

General Motors 

O público asiático ainda terá três versões de acabamento: LS, LT e LTZ. Os motores oferecidos são 2.8 Duramax turbo-diesel, de 180 cv de potência e 47.9 kgfm de torque, e 2.5, também Duramax turbo-diesel, com 150 cv e 35.6 kgfm de torque.

General Motors

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

New Fiesta hatch chega por R$ 48.950

Versão 2012 do modelo vem do México em três versões; Confira avaliação


Guilber Hidaka
 
Versão hatch chega um ano depois do sedã, com visual que promete inovar segmento
A espera foi longa. Um ano depois do lançamento do New Fiesta sedã, finalmente a Ford começa a trazer do México a versão hatchback do modelo. Em termos de visual, o hatch (já como linha 2012) é ainda mais arrojado que a versão de três volumes. O modelo tem lanternas altas, esticadas para as laterais, além de tampa traseira e para-choque também elevados, o que garante um estilo bem agressivo. Os preços começam em R$ 48.950, mas aí também há novidades. Ao contrário do sedã, que vinha em duas opções (ou sem airbags ou com sete bolsas), o hatch oferece um pacote intermediário. Além do básico (sem airbags e sem ABS) e do completo (R$ 54.950, com sete airbags, bancos de couro, rodas aro 16, etc.), o New Fiesta hatch chega com uma opção intermediária, que por R$ 51.950 oferece airbag duplo, controle de estabilidade, sistema multimídia Sync, freios ABS e assistência de partida em rampa.

Ford 
 
New Fiesta hatch conta com controle de estabilidade e assistente de saída de rampa
De acordo com a Ford, as inovações que chegam com o Fiesta hatch serão estendidas ao sedã. O controle de estabilidade é uma boa novidade do Ford. Ele auxilia no controle do carro em situações críticas de derrapagem e perda de controle, e é uma raridade nesse segmento. Outra surpresa bem-vinda é o assistente de saída em rampa: ele mantém o veículo parado alguns instantes após o motorista soltar o pedal de freio em uma subida, dando tempo necessário para que o condutor possa acelerar, sem o risco de o veículo voltar. Na prática, o dispositivo elimina a necessidade de se utilizar o freio de estacionamento ao parar em subidas íngremes, à espera de o semáforo abrir. O sistema multimídia Sync é outra boa nova. Até agora disponível apenas em automóveis mais caros da Ford, como Fusion e Focus, o dispositivo permite controlar ar-condicionado, som e telefonia Bluetooth por comando de voz.
Outra novidade que a partir de agora será incorporada ao sedã é o filete de leds no para-choque, que funciona como luz de posição. Envolto por uma moldura cromada, o novo acabamento confere um visual bem melhor que o existente até agora no sedã, que vinha com uma peça plástica preta. Era evidente que ali faltava algo.

Guilber Hidaka 
 
Para-choque tem luzes de led nas seções inferiores para indicar posição à noite
Embora traga algumas novidades que devem ser estendidas ao New Fiesta sedã, ambos têm leves diferenças visuais, para preservar a identidade. É o caso da grade frontal. Enquanto o sedã continua com grade de filetes cromados (maior sobriedade), o modelo de dois volumes chega com grade mais fechada, pintada da cor do carro (mais esportividade).
Mecanicamente, não há novidades. O motor 1.6 Sigma (115 cavalos com etanol) repetiu a boa performance do sedã. O motor de alumínio, 16 válvulas e comando duplo garante agilidade mesmo abaixo de 2.000 rpm, e vai assim até as altas rotações. Tudo com muito silêncio a bordo. A direção elétrica é precisa, idem para a suspensão. A posição ao volante agrada. O painel é moderno e os comandos estão à mão. O espaço no banco traseiro é um pouco limitado para pessoas mais altas, por causa do teto, que cai um pouco na parte final da carroceria. No geral, porém, o veículo agrada, e passa a ser uma referência do segmento, disputado também por modelos como VW Polo e Fiat Punto. O teste completo do modelo está na edição de outubro da revista Autoesporte.

Ford 
 
Painel segue desenho da versão sedã, com controles modernos e fáceis de acessar
 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ducati mostra inédita Streetfighter 848 e Diavel AMG

Naked 848 faz sua estreia mundial no Salão Duas Rodas.
Executivo da marca diz que Brasil será 3º mercado para a empresa

A 11ª edição do Salão Duas Rodas começa nesta terça-feira (4) no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Entre as novidades que o público pode conferir, no evento que vai até o próximo domingo (9), estão as motocicletas da marca italiana Ducati. A principal novidade da empresa é a nova Streetfigher 848, que faz sua estreia mundial no Brasil.

Ducati Streetfighter 848 deve chegar ao país no primeiro semestre de 2012 (Foto: Rafael Miotto/ G1)
Ducati Streetfighter 848 deve chegar ao país no primeiro semestre de 2012
“Não foi fácil conseguir trazer a Ducati Streetfighter 848 para o Brasil. Ainda não temos muitas unidades disponíveis, mas estamos muito felizes por fazer a estreia do moto no país”, explica Roberto Righi, diretor de vendas da marca italiana que está no salão. A previsão da Ducati é que a Streetfighter chegue às lojas brasileiras no início de 2012, ainda sem preço definido.

A 848 trata-se de uma versão mais acessível da Streetfighter 1098. Seu propulsor possui dois cilindros e alcança 140 cv a 10.500 rpm e torque máximo de e 9,53 mkgf a 9.500 rpm. Além da Streetfighter, outra novidade interessante é a Diavel AMG, que possui apenas 150 unidades produzidas no mundo. Esta edição especial é fruto da parceria entre a Mercedes e Ducati, que participam em conjunto em ações de marketing e desenvolvimento de produtos.

A exclusiva Diavel AMG possui apenas 150 unidades no mundo (Foto: Rafael Miotto/ G1)
A exclusiva Diavel AMG possui apenas 150 unidades no mundo
Além de acabamento especial e cor exclusiva, a moto possui motor de dois cilindros capaz de alcançar 162 cv de potência a 9.500 rpm e torque máximo de 13,0 mkgf a 8.500 rpm. “Estamos estudando trazer algumas unidades para o Brasil”, afirma Righi.

O lançamento mundial da Streetfighter 848 no Brasil mostra a importância que o país tem para a marca. A fabricante italiana planeja iniciar a montagem de suas motos em Manaus, AM, pelo sistema de CKD (Complete Knock Down, totalmente desmontado, em inglês). “Teremos mais informações nas próximas semanas”, explica Righi, pois a Ducati ainda avalia a melhor maneira de se instalar no polo industrial.
Com o início do CKD, a expectativa da marca é que as vendas aumentem e os produtos se tornem mais competitivos “Em médio prazo, acredito que o Brasil possa ser o 3º país em importância para a Ducati. Atrás apenas da Itália e dos Estados Unidos”, afirma Righi.

SERVIÇO:
Salão Duas Rodas
Quando: 4 a 9 de outubro de 2011
Horários: das 14h às 22h, de 4 a 8 de outubro, e das 11h às 19h, no dia 9
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo
Ingressos: adultos: R$ 35; crianças de 5 a 12 anos: R$ 17
Estacionamento: bolsão para 1,2 motos gratuito; carros: R$ 25; motos (fora do bolsão): R$ 15
Transporte: haverá ônibus saindo do Terminal Rodoviário Tietê para o Anhembi

Brasileira Dafra leva 3 novidades ao salão, entre elas a Next 250

Motocicleta de 250 cm³ é capaz de alcançar 24 cv de potência máxima. Marca brasileira também lança a Roadwin 250 e a Riva 150.


Com o objetivo de crescer ainda mais no mercado brasileiro, a Dafra apresentou três novidades nesta segunda-feira (3), no dia destinado à imprensa no Salão Duas Rodas, que fica aberto para o público de 4 a 9 de outubro. A marca brasileira trouxe ao país as novas Roadwin 250, Next 250 e Riva 150. No caso da Roadwin 250, trata-se de uma nova parceria da Dafra com a sul-coreana Daelim.
Next 250 tem motor monocilíndrico com refrigeração líquida (Foto: Raul Zito/G1)
Next 250 tem motor monocilíndrico com refrigeração líquida

"Nosso objetivo é inovar no segmento de entrada", explica Creso Franco, presidente da Dafra. A Roadwin 250 é uma moto urbana com apelo esportivo e totalmente carenada. Seu propulsor é um monocilíndrico, com refrigeração líquida e injeção eletrônica, de 247 cm³. De acordo com a marca, o motor é capaz de alcançar 24 cv a 9.000 rpm e 1,92 mkgf. Na dianteira conta com dois discos no sistema de freio e, na traseira, possui um disco e alcança velocidade máxima de 130 km/h.

A Roadwin 250 é a primeira esportiva da marca brasileira (Foto: Raul Zito/ G1)
A Roadwin 250 é a primeira esportiva da marca brasileira

Ainda sem preço definido, a Roadwin começa a ser vendida no Brasil até o final do ano. Contudo, outro lançamento que deve ser mais impactante ao mercado é a nova Next 250. Fruto da parceria com a taiwanesa SYM, esta moto urbana tem linhas bem modernas e vêm com motor de refrigeração líquida e injeção eletrônica.
Com 249,4 cm³, este monocilíndrico tem potência máxima de 24 cv a 7.500 rpm e 2,35 mkgf de torque a 6.500 rpm. A Next 250 tem velocidade máxima declarada de 131 km/h e conta com dispositivo de LED no painel e na lanterna traseira. A moto chega às lojas em março de 2012. Para completar os lançamentos, a marca brasileira apresentou a Riva 150.

Riva 150 tem visual moderno, mas motor é carburado (Foto: Raul Zito/ G1)
Riva 150 tem visual moderno, mas motor é carburado
 
Trata-se de um modelo urbano e simples, mas com um visual diferenciado. Seu motor carburado e refrigerado a ar de 149,4 cm³, é capaz de alcançar 12,1 cv de potência a 8.250 rpm e 1,11 mkgf a 6.600 rpm. A Riva 150 chega às lojas em dezembro deste ano. A Dafra também assinalou a sua entrada no segmento das motos elétricas.

O Smart elétrico ainda é um protótipo (Foto: Raul Zito/ G1)
O Smart elétrico ainda é um protótipo
 
Apesar de ainda ser um protótipo, a marca brasileira mostrou ao público uma versão elétrica da Smart, ainda sem previsão de chegar ao mercado. Ainda dentro do segmento, a marca a bicicleta DB0, que é dobrável e destinado ao uso diário.
MV Agusta no Brasil
A Dafra aproveitou sua coletiva para mostrar um pouco sobre  da MV Agusta. A marca brasileira é a nova representante da MV Agusta no país e, inclusive, já está montando as motos em Manaus, AM. Ainda sem preço e data definidas para chegar ao Brasil, o público pode conferir os modelos: Brutale 1090RR, Brutale 1090R e a esportiva F4. "Anunciaremos mais detalhes sobre os produtos na próxima quarta-feira (5)", disse Franco.

MV Agusta F4 também está no estande da Dafra (Foto: Raul Zito/ G1)
MV Agusta F4 também está no estande da Dafra

Renault vai vender o SUV Duster a partir de R$ 50,9 mil no Brasil

Veículo pretende disputar mercado com o Ford EcoSport.
Ele chegará com motores 1.6 ou 2.0 e câmbio manual ou automático.


Renault Duster (Foto: Divulgação)
Renault Duster é projeto da romana Dacia
A Renault divulgou nesta terça-feira (4) que vai vender o SUV Duster a partir de R$ 50.900 no Brasil. Durante o lançamento do veículo, no Paraná, a montadora francesa informou que ele terá seis versões, com opção de motor flex 1.6 ou 2.0, ambos 16 V, e câmbio manual de cinco ou seis marchas ou automático de quatro.
A fabricante pretende vender 2,5 mil Duster por mês. O carro é aposta da Renault para disputar mercado com o EcoSport, líder no segmento e que parte de R$ 54.790, segundo o site da Ford, e também tem motores 1.6 e 2.0. O Duster é peça-chave no plano estratégico da montadora de aumentar a participação no mercado brasileiro de 5% para 8% até 2016. Atualmente a marca possui 6,1% e quer chegar ao fim do ano com 6,8% e 200 mil veículos vendidos.
renault duster (Foto: Divulgação)
Utilitário será fabricado no Paraná com adaptações para o Brasil
 
A Renault já havia anunciado no primeiro semestre que o utilitário será produzido no Paraná. A base está no modelo de mesmo nome desenvolvido pela divisão romena da companhia, a Dacia. Assim, o carro ganha mudanças na grade frontal, que passa a contar com três barras horizontais. De acordo com a Renault do Brasil, o modelo tem painel exclusivo para o mercado nacional, diferente do que é utilizado no Sandero no Logan, com quem o utilitário esportivo compartilha componentes.
Além do EcoSport, a montadora diz que o Duster mira os consumidores do Mitsubishi Pajero TR4 e  do Hyundai Tucson. Veja abaixo os preços de todas as versões do SUV:

Duster 1.6 16V (manual de 5 marchas) – R$ 50,9 mil
Duster Expression 1.6 16V (manual de 5 marchas) – R$ 53,2 mil
Duster Dynamique 1.6 16V (manual de 5 marchas) – R$ 56,9 mil
Duster Dynamique 2.016V (manual de 6 marchas) – R$ 60,6 mil
Duster Dynamique 2.0 16V Automático – R$ 64,6 mil
Duster Dynamique 2.0 16V 4x4 (manual de 6 marchas) – R$ 64,6 mil