terça-feira, 28 de julho de 2009

Quem ganhou?

Em último lugar, o Dodge Challenger R/T. O terceiro dos três, mas bem atrás. MacKenzie diz: “Apesar do peso, você acaba gostando desse carro, que parece uma moto Harley Davidson por ser bom para passear e ter fabricação cuidadosa”. “Mas se resolver acelerar para valer, o Challenger não conseguirá acompanhar os outros dois rivais”, completa.

Com o segundo lugar...Ford Mustang GT. Ed Loh explica “O carro nos conquistou pela direção bem precisa, por mostrar excelente estabilidade e interior arrojado, além do motor primoroso”. “Os 45 anos de experiência da Ford em fabricar o Mustang também ajudaram a chegar no acerto dessa nova geração”.

E a vitória vai para...Chevrolet Camaro SS 2010. A precisão de responder aos comandos foi determinante. Tudo bem que seu porta-malas é menor que o dos rivais, mas isso não vai influenciar na compra de um esportivo. É o mais potente dos três e o mais bem fabricado, além de ter um visual arrebatador. E mais: vem bem equipado.

Chevrolet Camaro SS

Com desenho mais arrojado dos três, o Camaro é considerado a Jessica Rabbit dos muscle cars
Angus MacKenzie: O V8 entrega toda sua força em uma dose praticamente constante. E olha que nosso Camaro tinha apenas 867 milhas rodadas, enquanto que o considerado ideal para soltar todas as rédeas e de algo acima de 5.000. A direção é um pouco lenta, mais do que a do Mustang, apesar de bem comunicativa. O carro é bem estável. O que mais impressiona é a firmeza da traseira nas curvas, mesmo nos trechos mais sinuosos. Você pode descer a serra mais rápido no Camaro do que no Mustang ou no Challenger.
Ed Loh: Embreagem pesada. Motor brilhante e forte, mas ainda um pouco menos emocionante que o do Mustang, apesar dos 111 cavalos a mais. Em compensação, o nível de ruído do Camaro é menor. A direção não é tão precisa quanto a do Mustang. E nas curvas não há comparação com os dois rivais, o Chevrolet é irrepreensível.
Não é à toa que o Camaro chamou mais atenção – ele é o lançamento mas recente e o único que nós ainda não tínhamos dirigido. O consenso a que chegamos diz que o Mustang tem a melhor direção do trio, com ótima agilidade, mas o Camaro se mostra um conjunto mais bem acertado, além de mais sofisticado. Se a estrada não tiver muitas curvas, o Mustang pode chegar bem perto do GM, caso contrário o Camaro fica com a vitória.
Qualquer semelhança com o Camaro SS do final dos anos 60 não é mera coincidência

Dodge Challenger R/T

Fazer curvas em alta velocidade não é o forte do Challenger, que sofre por ser o mais pesado do trio
Angus MacKenzie: Volante muito grande, parece que você está a bordo de um iate. Suspensão bastante confortável para um esportivo, mas previsível. Porém, acaba mostrando a tendência de sair de traseira. Para piorar, os freios são os piores do trio. Apesar disso é um carro bom para longas jornadas, mas tome cuidado nas curvas.
Ed Loh: “Essa coisa é grande”, disse eu depois de ter saído do Mustang e entrado no Challenger. De fato, o Dodge é 25% maior que o Camaro, inclusive na sensação que transmite para o motorista. Pedir que esse cupê devore o asfalto subindo uma serra é o mesmo que um bandeirinha fazendo gols. Ele faz cumprir a tarefa, mas não vai ter graça nenhuma. Para qualquer outra coisa – retas longas, passear pela cidade, esmagar os pneus em estacionamentos lotados – esse Dodge grande e laranja não fica devendo nada para o Mustang e o Camaro. Ele ainda tem até mais estilo.
O Challenger R/T é um cavalheiro se comparado aos guerreiros Mustang e Camaro. Mas não falta força ao Dodge, que tem 57,5 kgfm de torque, mais do que seus rivais e ainda com sobra de espaço no interior e aquela cara de poucos amigos. Nessa versão R/T, há as tradicionais faixas laterais e rodas cromadas

Ford Mustang GT


Apesar de menos potente, o Mustang surpreendeu por ser preciso nas respostas aos comandos do motorista
Angus MacKenzie: Eis um dos melhores modelos americanos de dirigir. Respostas bastante ágeis nas curvas, ajudadas pelos pneus PZero. Excelente posição dos pedais, que facilita o chamado punta-taco. Câmbio com engates mais difíceis do que o Tremec 6060 dos outros dois rivais. Motor V8 gira suave e tem bom torque. Comporta-se melhor do que qualquer outro carro com o mesmo tipo de suspensão traseira com eixo rígido, mesmo em piso irregular.
Ed Loh: A maior surpresa até agora. Pensei que o Camaro iria fazer o Mustang engolir poeira, mas fiquei espantado com o potencial do Mustang. Claro que a suspensão traseira ainda precisa evoluir, mas o que importa é que não tivemos problemas de estabilidade por causa disso.“Esse carro se comporta como um carro de corrida”, foi a opinião mais ouvida depois de uma subida de montanha com o pé embaixo. Apenas quando o asfalto começava a ficar esburacado é que o Mustang começava a perder o seu veneno. Mesmo assim, mostrou sua pegada forte de esportivo.
“Esse carro se comporta como um carro de corrida”, foi a opinião mais ouvida depois de uma subida de montanha com o pé embaixo. Apenas quando o asfalto começava a ficar esburacado é que o Mustang começava a perder o seu veneno. Mesmo assim, mostrou sua pegada forte de esportivo.

Cupê da Ford pode acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 segundos

Eles voltaram: Camaro versus Mustang e Challenger

Os três lendários esportivos norte-americanos se encontram para a tão esperada briga
O comparativo de esportivos que os americanos esperaram 25 anos

Trinta e cinco anos atrás, a palavra “Watergate” deixou de ser conhecida como um prédio de apartamentos em Washington para se transformar na cobertura de uma investigação que envolveu o governo norte-americano. O escândalo acabou virando um filme em que os atores Robert Redford e Dustin Hoffman não se pareciam nada com os repórteres envolvidos na história real. Esse ano de 1974 também ficou marcado como o último momento, em décadas, que as ruas do país ianque estavam orgulhosas de ter as versões mais cobiçadas dos três emblemáticos cupês esportivos fabricados pelas tradicionais fabricantes da terra do tio Sam: Chevy Camaro SS, Dodge Challenger R/T e Mustang GT.
Apesar da onde verde que invade os escritórios da nova indústria automotiva norte-americana, esse trio está de volta. Aqueles tempos de gasolina barata, leis de emissões bem mais brandas e extravagâncias se foram, mas as novas gerações dos cupês Camaro, Challenger e Mustang ainda continuam sendo conhecidas apenas pelo nome sem precisar citar a marca. O que também não mudou é o alto grau de confiabilidade desses modelos e a legião de fãs, que é comparável apenas aos que acompanham o Super Bowl, a famosa final do campeonato de futebol americano. Reunir os três esportivos para um comparativo nos Estados Unidos é o mesmo que para nós brasileiros uma final entre Brasil e Argentina.
Mas nós gostamos desse fanatismo. Por isso resolvemos colocar os três carros juntos, com tudo que temos direito, mas apenas um vencedor. Há pontos em comum entre eles: são cupês de duas portas, com porta-malas salientes e motores V8 com tração traseira e câmbio manual. Além disso, todos têm preços mais ou menos próximos e o mesmo DNA de dinossauro.



Vistos de qualquer ângulo, os três mostram toques de nostalgia
Dos três, o Mustang, claro, tem uma jornada mais longa. Depois do sucesso que fez nos 60, o cupê da Ford tornou-se o anêmico Mustang II dos 80, que teve apenas algum apelo quando a modelo Farah Fawcett Majors dirigiu um com os olhos fechados. Mas, o Mustang renasceu com fôlego renovado. Essa versão 2010 agrada, seja pelo desenho bem resolvido, ou por causa do interior completamente novo, ou ainda pela força do motor V8 de 315 cavalos (o mesmo da versão Bullit).
No ano passado, a Dodge resolveu ressuscitar o Challenger, que saiu de linha em 1974. E manteve aquele olhar de poucos amigos da versão original, que estrelou no filme “Vanishing Point” em cenas de alta velocidade. Na versão R/T, vem com motor 5.7 Hemi e câmbio manual de seis marchas.
Da esquerda para a direita: Mustang, Challenger e Camaro.

Mas o mais novo cupê do trio é o recém-lançado Camaro da nova geração. Deixou de ser fabricado pela GM em 2002 e agora volta com uma plataforma completamente nova, mas sem abandonar suas raízes e com linhas estilosas assinadas pelo sul-coreano Sang Yup Lee. Na versão SS, conta com um V8 de 426 cv e rodas de aro 20 polegadas que escondem parte dos freios Brembo com pinças de quatro pistões.

Ferrari apresenta o esportivo 458 Italia


Carro vai substituir o consagrado modelo F430.
Veículo tem motor V8 e pode alcançar 325 km/h.

A Ferrari divulgou nesta terça-feira (28) as primeiras fotos oficiais do seu novo carro esportivo, o modelo 458 Italia. O veículo será apresentado oficialmente no Salão do Automóvel de Frankfurt, em setembro, e vai substituir o consagrado modelo F430.
A Ferrari 458 Italia tem motor 4.5 V8 de 570 cavalos de potência. É capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos e, segundo o fabricante, sua velocidade máxima é de 325 km/h. O motor consome 13,7 litros de combustível a cada 100 km.
O sistema de transmissão com sete marchas permite troca de velocidades a cada 0,06 segundos. Ainda de acordo com a Ferrari, para frear o carro a 100 km/h é preciso 32,5 metros até o carro parar completamente.

Visual e preço são as apostas da marca sul-coreana.Conjunto mecânico é bom, mas falta o motor flex.

Uma virada de página na Kia”. É assim que o presidente da marca sul-coreana no Brasil, José Luiz Gandini, define a chegada do crossover urbano Soul que aposta no visual irreverente e no preço para incomodar a concorrência. E vai mesmo. A versão de entrada, que parte de R$ 51.490, virá apenas no segundo lote de importação, em setembro.
Por enquanto, o modelo mais em conta tem preço sugerido de R$ 55,9 mil, mas traz de série direção elétrica, ar condicionado, vidros e retrovisores elétricos, airbag duplo, freios ABS com EBD e alguns mimos como rádio MP3 player com entrada auxiliar e comandos no volante, porta-revista, tomada 12 v no console central e porta-malas, gaveta sob o banco do passageiro e bandeja para objetos no porta-malas.