quarta-feira, 16 de março de 2011

Briga boa entre Fiat e VW - Uno passa o Gol e é líder em fevereiro


 Oito meses após a chegada do Novo Uno, a Fiat consegue colocar o seu carro na liderança de vendas. Em fevereiro a soma das duas versões do Uno (velho e novo) atingiu 21.470 unidades, 408 a mais do que as vendas das duas versões do Gol (G4 e G5) que ficou com 21.062, segundo dados do RENAVAM. 
Nestes 21 anos de liderança, o Gol chegou a perder o primeiro lugar em alguns meses, mas nunca deixou de fechar o ano na liderança. 
Desta vez, no entanto, o Uno pode ser uma ameaça real ao Gol. Inclusive porque nos números de fevereiro não está considerado todo o potencial de vendas da versão duas portas, lançada há duas semanas, e que poderá incrementar ainda mais as vendas do carro da Fiat.

Jac lança J3 por R$ 37.900

Jac J3

Jac J3 Turin

A Jac inicia suas operações no Brasil com o J3 nas versões hatch e sedã, chamado de Turin. O modelo chinês parte de R$ 37.900 e já traz ar condicionado, direção hidráulica, freios ABS, air bag duplo, trio elétrico e sensor de estacionamento traseiro. O sedã, com os mesmos equipamentos, custa R$ 39.900.

O motor dos dois carros é um quatro cilindros de 1,4 litro com comando de válvulas variável e que rende 108 cv somente com gasolina. O câmbio é manual de cinco velocidades. Para vender o J3, a Jac inaugura na próxima sexta-feira (18) 46 concessionárias em todo o Brasil.

Impreza 2.0 2011 já está à venda

Impreza 2.0 2011 já está à venda

Subaru Impreza chega com novos itens de série na versão equipada com motor de 2,0 litros. Entre as novidades estão novas saias laterais e novos spoilers dianteiros e traseiros. O modelo ainda vem com teto solar e rodas de 17 polegadas, além do detalhe da ponteira do escapamento, que agora é cromada. 

Na cabine, o Impreza tem controles de som no volante, oito airbargs com sensores de presença de passageiros e pontos de fixação para cadeiras infantis. Há ainda o sistema SAWD (Symmetrical All Whell Drive), que conta com tração integral nas quatro rodas.

Debaixo do capô o motor continua o 2,0 l de quatro cilindros a gasolina de 160 cv de potência. O médio da Subaru está disponível nas versões hatch, com câmbio manual ou automático, e sedã, apenas automático. Os preços partem de R$ 76.900 no manual e R$ 79.900 no automático.

Chery Tiggo, o rival do EcoSport que veio da China


Ford EcoSport é um sucesso de mercado, que ficou sem concorrentes diretos até a chegada de um chinês, o Chery Tiggo, em agosto de 2009. De lá para cá, o chinês não foi exatamente um campeão de vendas, mas conseguiu emplacar 2.893 unidades no ano passado, contra as 43.044 do Ford.

Armas para brigar no mercado brasileiro ele tem. Enquanto um EcoSport XL 1.6 com ar-condicionado e direção hidráulica custa R$ 53.440, a Chery pede R$ 52.990 pelo Tiggo com motor de 2,0 litros, ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, freios ABS, airbag duplo, rodas de liga leve de 16 polegadas, faróis de neblina e CD player com porta USB.

Para entender essa diferença, além da quantidade de revendas espalhadas pelo Brasil (73 da Chery contra 513 da Ford), o iCarros avaliou um Chery Tiggo para saber se os carros chineses já podem acabar com a resistência no mercado brasileiro. O resultado, no entanto, ainda não foi animador.


Design nada original

O visual não é original e lembra um pouco as gerações antigas do Honda CR-V e do Toyota RAV-4. As linhas, embora antiquadas, no entanto, agradam pela simplicidade. Ao entrar no carro, a decepção é maior. O acabamento abusa dos plásticos de aparência frágil e peças com sensação de deja vu, como os botões dos vidros e travas, lembrando muito os usados no Volkswagen Golf. A tampa do airbag solta na unidade avaliada gera desconfiança.

Fácil é achar uma boa posição de dirigir. O volante tem ajuste de altura e o espaço para motorista e passageiro é apenas suficiente. Por ser um painel de fácil adaptação para o lado do volante, o console acaba ficando muito centralizado e fora do alcance das mãos.  O painel, ao menos, tem fácil leitura e as alavancas atrás do volante são intuitivas; a da esquerda é iluminada, item bastante raro nos carros atuais.

Ao virar a chave, idêntica à da VW por sinal, nota-se que o isolamento acústico não é dos melhores. O som do escapamento invade a cabine. O motor de 2,0 litros a gasolina tem 135 cv a 5.750 rpm e torque máximo de 18,2 kgfm entre 4.300 e 4.500 giros. Apesar dos bons números, o propulsor Acteco é fraco nas saídas e exige mudanças de marcha frequentes em subidas, mesmo as mais suaves.

A estabilidade também não passa segurança, com a suspensão macia demais e carroceria que se inclina nas curvas mais acentuadas. Por outro lado, o câmbio tem engates macios e precisos. O freio exige dosagem do pé para não estancar.

Quem vai atrás tem um bom espaço para as pernas e duas pessoas viajam com conforto. No console tem um porta-copos que se abre para formar um segundo porta-objetos. O porta-malas tem 520 litros de capacidade e só peca pela porta com abertura lateral, mas para o lado da calçada.

O que esperar do futuro?

Vale lembrar que esse é o início das operações da Chery no Brasil, que ainda vai lançar novos modelos e ajustar os já existentes. Para convencer os brasileiros, no entanto, vai precisar melhorar para poder brigar com o Ford EcoSport e aguardar o Renault Duster, além de disputar as vendas com as minivans aventureiras como Fiat Idea Adventure e Citroën AirCross e os hatches Volkswagen CrossFox e Renault Sandero Stepway.