terça-feira, 1 de junho de 2010

Ferrari 458 Italia chega ao Brasil por R$ 1,5 milhão




O Carro dos sonhos de muitos já está no Brasil. A Ferrari 458 Italia, que parte de R$ 1, 5 milhão, foi apresentada nesta terça-feira (20), em São Paulo, à imprensa especializada. Cerca de dez unidades do modelo já foram encomendadas e serão entregues aos seus felizardos donos até setembro no País. Desse total, 80% desfilarão pelas ruas do Estado de São Paulo. A importadora da marca, Via Italia, espera comercializar no Brasil cerca de 20 unidades até o fim do ano.

O superesportivo é completamente novo. Sob o capô traseiro está o propulsor 4.5 V8 de 570 cavalos, que quando acionado chega a arrepiar. O torque máximo é de 540 Nm a 6.000 rpm, mais de 80% do que está disponível a partir dos 3250 rpm. A Ferrari 458 Italia vem com transmissão de dupla embreagem de sete velocidades. Com todo esse conjunto, o modelo faz de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos, de acordo com dados da montadora.

O design, assinado pelo estúdio Pininfarina, também impressiona pelos detalhes, principalmente pela inspiração esportiva vinda das pistas da Fórmula-1. Basta olhar para o volante, por exemplo, e ver que os principais controles do Carro estão ali para oferecer mais conforto e melhor ergonomia para quem dirige. A Carroceria dispensa comentários, assim como a cabine, que chama atenção pelos mínimos cuidados no acabamento.

Fiat remodela Uno. Do antigo só restou o nome










Design era o charme do Uno lançado no Brasil em 1984. Na época, as linhas criadas pelo designer Giorgetto Giugiaro tornaram-se uma referência de estilo e de aproveitamento de espaço interno. Mas no país onde os Carros nunca morrem, o tempo passou e o Fiat ficou desatualizado, ganhando o injusto apelido “botinha ortopédica”.
Depois de 26 anos, o Uno ressurge totalmente renovado. Preserva o desenho quadrado que o consagrou e, de quebra, traz novidades impensáveis no começo dos anos 1980. O ZAP Carros já avaliou o lançamento e detalha aqui as primeiras impressões da novidade. Para a Fiat, este lançamento é o mais importante da marca desde o Palio, apresentado em 1996, no seara em que tem mais experiência. Além disso, é a faixa de Veículos de maior sucesso no Brasil, que corresponde a 55% do mercado.

A chegada do novo Uno não aposentará seu antecessor. Enquanto os consumidores continuarem a comprar velharias, e a legislação permitir, não há razão para encerrar a produção do terceiro Veículo mais vendido do País. Para comportar o lançamento, houve um reescalonamento de preços nos irmãos mais velhos (antigo Uno e Palio Fire), mas a Fiat já espera uma canibalização interna entre os três.
Ao vivo, o Uno parece menor do que nas fotos, mas cresceu para todos os lados. Tem 3,77 metros de comprimento, contra 3,69 m do Mille, e 1,63 m de largura, nove centímetros a mais. O porta-malas encolheu 10 litros e agora tem 280 l, mas os bancos traseiros são totalmente rebatíveis, ajudando a recuperar com folga essa diferença.

Está curioso para saber os preços? O mais em conta parte de R$ 25.550 (Vivace 1.0 2 portas) e vai a R$ 31.870 (Way 1.4). À primeira vista os valores são atrativos, mas vale dizer que tratam-se dos Carros básicos, sem nenhum equipamento. Direção hidráulica, ar-condicionado, freios ABS e air bags estão disponíveis em todas as configurações, mas são todos opcionais. Por dentro, não espere um Carro luxuoso, mesmo totalmente equipado. Lembre-se que ele ainda é um Carro de massa, feito para custar pouco. Com produção prevista para ficar entre 12.000 e 15.000 unidades por mês, não é difícil encontrar uma ou outra rebarba plástica, mas muito menos que o antiquado Uno tem.
Um dos apelos de venda é a possibilidade de personalização do Veículo por meio de kits de acabamento. É possível instalar spoilers, adesivos, molduras texturizadas no painel, equipamento de som, rodas e até combinar cores e cromados. Serão 14 opções de cores neste primeiro momento. Durante a apresentação à imprensa, praticamente todas as unidades estavam recheadas de badulaques. Particularmente detestei os apliques plásticos do painel, pois, apesar do desenho bacaninha, parecem realçar a aparência de peça mal encaixada.
Apesar de todo o visual inovador, é atrás do volante que o Uno mais impressiona. Nada de lutar para encontrar uma boa posição de dirigir, como ocorre no Uno Mille, nem o desconforto do comportamento dinâmico do Palio - que oscila muito nas curvas, dando a impressão de que a traseira briga com a dianteira. O novo Uno parece acertado para quem aprecia dirigir, dando, em certa medida, alguma dose de diversão. Volante, pedais e assento estão alinhados. Um apoio plano para o pé esquerdo melhora substancialmente o conforto. A coluna de direção é ajustável em altura e os bancos têm abas laterais que dão firmeza ao corpo.
Há um compartimento para garrafas nas portas e espaços para bugigangas no painel e console. O quadro de instrumentos é fácil de ler, mas ficou simples demais. Como o Motorista passa grande parte do tempo olhando para ele, a Fiat deveria ter caprichado nisto - seria mais coerente com o ineditismo do Carro.
Sem o despojamento do Uno Mille, o Uno será um adversário ferrenho para o Palio, cuja reestilização será apresentada no ano que vem. Ainda assim, apenas uma leve remodelação não será páreo aos apelos do lançamento de hoje. O acabamento interno não chega a dar uma goleada nos outros Fiats, nem mesmo na concorrência da Gm e Volkswagen - que não andam tratando este quesito com o devido esmero.
Outra novidade são os Motores 1.0 e 1.4 Fire EVO. Mais modernos, prometem menor consumo de combustível e menos emissão de poluentes. Esta nova família de propulsores tem pistões com peso aliviado, coletor de admissão de plástico, tamanho reduzido, novos bicos de injeção e acelerador eletrônico. Segundo Irineu Medeiros, diretor de engenharia de produto da FPT, a redução de atrito dos componentes internos resultam em 3% de economia de combustível.
Aliás, economia será um dos enfoques, sobretudo na versão Vivace 1.0, que traz o “econômetro” no painel, um equipamento que mostra, teoricamente, a faixa ideal de rotação para poupar combustível. Além disso, os pneus oferecem baixa resistência à rolagem, como os estreados no antigo Uno.

Os números de rendimento não são animadores, mas o resultado prático é aceitável. Uma das razões é o baixo peso do modelo. O Uno Vivace 1.0 (o mais simples), pesa apenas 895 kg. O propulsor 1.0 desenvolve 75 cavalos a 6.250 rpm, quando abastecido com álcool, enquanto o 1.4 chega a 88 cv a 5.750 rotações usando o mesmo combustível. O torque do primeiro é de 9,5 kgfm e o mais forte atinge 12,5 kgfm.

Pensando nos rivais, a Fiat poderia ter chegado um pouco antes para enfrentar o Agile, pois seria uma opção de melhor custo-benefício para quem considerou levar para casa o Chevrolet (que não oferece tanto luxo a mais). A Volks não tem um produto mais em conta que o Gol G5. De qualquer forma, se a preocupação dos executivos da Fiat é amenizar as perdas com o Palio, a VW terá de suar para manter o Gol como o modelo mais vendido no Brasil.

VERSÕES E PREÇOS SUGERIDOS
Vivace 1.0 2 portas - R$ 25.550
Vivace 1.0 4 portas - R$ 27.350
Attractive 1.4 2 portas - R$ 28.280
Attractive 1.4 4 portas - R$ 31.080
Way 1.0 2 portas - R$ 26.690
Way 1.0 4 portas - R$ 28.490
Way 1.4 2 portas - R$ 30.070
Way 1.4 4 portas - R$ 31.870
A chegada da novidade provocou um reescalonamento de preços no velho Uno Mille e (no velho) Palio Fire
Uno Mille 2 portas - R$ 23.570
Uno Mille 4 portas - R$ 25.370
Palio Fire 2 portas - R$ 26.300
Palio Fire 4 portas - R$ 28.050

Novo Kia Sorento está maior e mais sofisticado




O novo Kia Sorento só tem o mesmo nome do modelo anterior. Nem o chassi foi aproveitado, pois o novo utilitário esportivo passa a utilizar Carroceria monobloco, o que ressalta a vocação urbana do Veículo. A mudança é bem-vinda, pois os compradores deste coreano costumam ficar longe da lama, com escapadas eventuais para o barro. Para estes, a tração nas quatro rodas continua disponível, ainda que os pneus oferecidos continuem voltados para uso no asfalto.
Design é o ponto forte da novidade, cujas formas chegam alinhadas à nova identidade global da marca, tornando-o semelhante ao Cerato e Mohave. O destaque está na dianteira, com a grade do radiador cromada e cortes retos. Isso garante exatamente o que seu comprador quer: aparência robusta e agressiva, sem perder a elegância.

Parte do desenho foi uma consequencia de leis europeias, por exemplo o formato do compartimento do Motor. A dianteira foi elevada para aumentar o vão entre o bloco do propulsor e o capô, por conta de segurança de pedestres em caso de atropelamento. Com 9,5 cm maior que o antecessor, o Sorento tem 4,68 m de comprimento, 1,71 m de altura e 1,88 de largura. É um Carro de porte, mas ainda assim confortável para manobrar em grandes cidades.
Cinco versões estarão disponíveis, com Motores 2.4 de quatro cilindros ou 3.5 V6, ambos podendo vir equipados com tração traseira (4×2) ou integral nas quatro rodas (4×4). Em um primeiro momento, apenas o propulsor 2.4 será vendido, pois a opção mais potente ainda está em processo de homologação no país.

O ZAP Carros avaliou o Sorento EX 2.4 num trecho rodoviário entre São Paulo e Mogi das Cruzes. Não houve percalços no caminho e o propulsor mostrou ter desempenho aceitável (1.720 kg, versão 2WD, 5 passageiros). As retomadas e acelerações são mais vigorosas que as do Chevrolet Captiva 2.4 Ecotec, mas o SUV da Gm dá o troco em agilidade ao volante.
O Motorista é o mais beneficiado a bordo do Sorento. Com ajuste elétrico nas versões mais caras, é fácil encontrar uma boa posição para dirigir. Os comandos estão bem posicionados para privilegiar a ergonomia, mas falta a regulagem em profundidade do volante ? só é possível ajustá-lo em altura.

Este lançamento parte de R$ 96.900, mas chega aos R$ 124.900, dependendo dos equipamentos. O ‘básico’ oferece cinco lugares e tração 2WD. Transmissão automática sequencial de seis marchas é um item comum a todos, bem como o ar-condicionado com ajustes individuais para Motorista e passageiro, air bags, freios ABS, toca-discos e rodas de liga.
O segundo pacote, de R$ 115.900, inclui chave inteligente (com ignição feita por um botão no painel), 10 air bags, teto solar, banco do Motorista com ajuste elétrico, câmera de vídeo na traseira e faróis de xenônio, além de poder transportar sete passageiros.
Testamos brevemente a terceira fileira de assentos. Particularmente recomendo reservar estes bancos para crianças ou desafetos. Acessá-los é um verdadeiro desafio para quem tem mais de 1,60 m de altura. Não consegui definir o que é mais difícil, chegar aos bancos rebatíveis ou sair do Carro partindo deles. Mas esta é uma característica comum aos Automóveis com esse tipo de configuração.

Por R$ 124.900, leva-se para casa todos os equipamentos tecnológicos das versões anteriores, mais a capacidade de carregar 7 pessoas, tração nas quatro rodas e controle de tração eletrônico. Cinco cores estão disponíveis, incluindo o prata, prata escuro, preto e branco.

Chevrolet Malibu chega por R$ 89.900



O sedã Chevrolet Malibu chega às lojas brasileiras na segunda quinzena de junho, a partir de R$ 89.900. A novidade desembarca aqui apenas na versão topo de linha, chamada de LTZ, com Motor 2.4 Ecotec, a gasolina, de 171 cavalos e transmissão automática de 6 marchas, para enfrentar o Honda Accord, Toyota Camry, Ford Fusion e VW Jetta.

O sedã da Chevrolet sai de fábrica recheado. Alguns dos itens que valem ser citados são: ar-condicionado digital, computador de bordo, freios ABS com EBD (Distribuição Eletrônica de Frenagem), air bags e direção elétrica. Há também acabamento em madeira, revestimento dos bancos em couro, com aquecimento e regulagens elétricas, além de ajustes de altura e profundidade do volante.

De acordo com a montadora, o Malibu vai de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos e chega a 194 km/h de velocidade máxima. Outro dado apresentado pela fabricante é o consumo no ciclo urbano, o sedã faz 9,4 km/l.

O Malibu, vendido nos EUA desde a década de 60, chega ao Brasil após 46 anos e sete gerações para ser posicionado entre o Vectra Sedã e o Omega. A expectativa da montadora é vender cerca de 200 modelos por mês.