quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Na batida perfeita

À primeira vista, ela parece inofensiva, mas quando a torre de som é montada na extremidade da caçamba, 5 mil watts de potência empurram com força e sem dó graves, médios e agudos.




Em condições normais, a VW Saveiro, 2000, do comerciante Maurício Beltrão, pode parecer um carro tunado como outro qualquer. Pintada na cor vermelho, a picape se diferencia externamente apenas pela grade dianteira cromada, as rodas de liga leve aro 15 polegadas e a suspensão rebaixada. Nada que chegue a impressionar. Mas, quando se vasculha o interior da cabine e a caçamba, as surpresas começam a aparecer. O interior da picape é todo revestido em couro preto e vermelho. O painel tem os instrumentos originais e ainda ganhou um aplique em fibra de vidro que serve de suporte para o voltímetro (específico para medir a carga das baterias que alimentam o equipamento de som), o tacômetro (conta-giros) e o termômetro que mede a temperatura da água do radiador. Na coluna da esquerda, junto ao pára-brisa, foram instalados outros dois mostradores, um que informa a pressão do óleo do motor e outro a pressão do turbo, que ainda vai ser aplicado no motor 1.6. A cabine traz ainda detalhes da linha tuning, como tapetes de alumínio e manopla do freio de estacionamento cromada. Mas é atrás dos bancos que começa a surgir o grande diferencial dessa Saveiro. Ali estão fixados cinco módulos de potência Pyramid, de 1 mil watts cada um. E para quem está achando exagero, Maurício revela que a picape utiliza ainda outros dois módulos de potência para fazer funcionar as cornetas que reproduzem os sons médios. Para sustentar todo o equipamento de som, a Saveiro leva seis baterias de gel, apropriadas para esse fim. Vale lembrar que a picape tem ainda um CD Player Pioner 5450 e um DVD 7.500.

Da pesada

Sob a capota marítima que encobre a caçamba da picape estão as caixas acústicas que formam uma parede de som da pesada. São três módulos que juntos somam oito alto-falantes Eros de 15 polegadas, 12 cornetas Selênio D405 e quatro tweeters. É preciso ter braço forte para carregar as caixas, que ficam empilhadas na extremidade da caçamba da picape. Maurício afirma que o equipamento gera uma potência real (RMS) de 2,5 mil watts, e acrescenta que na última vez que fez uma medição foram apurados148 decíbeis de volume. Em 2000, o comerciante faturou o primeiro lugar no Campeonato Brasileiro de Som Automotivo, na categoria trio elétrico. Realmente, o som que sai das caixas instaladas na caçamba da picape impressiona. É pura pressão. E com os graves, médios e agudos bem definidos, sem distorção. A picape foi preparada na loja de acessórios de Maurício, a Enigma Sound Car, que fica no bairro São Caetano, em Betim. Ele tem outros carros preparados, com os quais costuma participar de competições e festas de amigos. Quando perguntado sobre o que o leva a investir tanto em equipamentos de som, Maurício define de forma objetiva: “É um prazer inexplicável”. Ele revela que para preparar um carro como essa Saveiro gastam-se em média R$ 20 mil, incluindo o equipamento de som e os acessórios da linha tuning. Já a Saveiro tem valor de mercado de R$ 17 mil. É melhor não tentar entender.

Clio Tunning é atração da Renault

Clio Tunning tem spoiler integrado ao pára-choque e rodas de aro 16

Aerofólio, lanternas e saída do escapamento são os destaques na traseira. Duas telas de cristal líquido com 6,5 polegadas de tamanho foram instaladas em um módulo de vídeo no interior do porta-malas.

Versão top de linha do hatch francês foi a escolhida para ser tunada. Motor 1.6 16V HiFlex não foi alterado.
Desenvolvida pela equipe do departamento de Pós-Venda da Renault, a versão "tunada" do Clio tem como principais destaques os equipamentos de série: novas molas de suspensão, rodas de liga-leve de 16 polegadas, lanternas traseiras do tipo cristal, saias laterais e spoiler frontal, aerofólio, CD-Player com MP3 e DVD e telas de cristal líquido de 6,5".

O modelo escolhido para servir de base para o desenvolvimento do Clio Tunning foi a versão mais requintada Privilège, equipada com motor 1.6 16V Hi-Flex. Abastecido só com álcool, o propulsor desenvolve 115 cv de potência e 16,0 mkgf de torque a 3.750 rpm. Com gasolina a potência é de 110 cv e o torque é de 15,2 mkgf também a 3.750 rpm. De acordo com a montadora, o Clio gasta 9,3 s para ser acelerado de 0 a 100 km/h com álcool e 9,4 s com gasolina. Já a velocidade final é de 194 km/h com o derivado da cana-de-açúcar e 192 km/h com gasolina.
Exterior

Pintado na cor metálica Preto Nacré, o modelo conta em sua parte frontal com um spoiler integrado ao pára-choque, além das três tomadas inferiores de ar e dos faróis de neblina. As saias laterais completam o "Kit Sport", que já é oferecido como acessório na rede de concessionárias Renault e pode ser montado na versão hatch (2 e 4 portas) ou Sedan.
A altura em relação ao solo também foi trabalhada. Novas molas, fabricadas pela Eibach e importadas da Alemanha, foram usadas. Outro item que contribui para essa nova altura do carro são as rodas de liga-leve de 16 polegadas em conjunto com os pneus esportivos de perfil baixo (195/50 R16).

Três alterações chamam a atenção na traseira. O aerofólio, pintado na mesma cor da carroceria, prolonga-se sobre o vidro traseiro. Já as novas lanternas traseiras, do tipo cristal, foram confeccionadas em plástico translúcido. A última alteração foi na saída de escapamento, agora mais esportiva, produzida pela própria Renault.

Interior

Na parte interna, os bancos com revestimento em couro, produzidos pela Bantec Recaro, são os primeiros destaques. Já o quadro de instrumentos é o mesmo do veículo de série.

O modelo conta com rádio CD-Player, produzido pela Alpine, que possibilita aos ocupantes ouvirem CDs gravados em formato MP3 ou WMA ou assistir vídeos no sistema DVD. Para isto, duas telas de cristal líquido com 6,5 polegadas de tamanho foram instaladas em um módulo de vídeo no interior do porta-malas. Na parte sonora, a Renault equipou o Clio Tunning com dois amplificadores, um digital de quatro canais e outro mono digital, e dois Subwoofer de 10 polegadas.

O Clio Tunning será mostrado pela primeira vez no 24ª Salão Internacional do Automóvel, que acontece de 19 a 29 de outubro, no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, situado na avenida Olavo Fontoura, 1.209, no bairro Santana, em São Paulo. Mais informações podem ser obtidas pelo site http://www.salaodoautomovel.com.br/

Cosmos Muscle Bikes 2R WF e 4R WF - Força bruta


Versões 2R WF e 4R WF lado a lado, com o grande motor V8 5.8 a mostra
Com motor de oito cilindros em V e 350cv, as motos produzidas no Paraná podem ter duas ou quatro rodas e são fabricadas sob medida e encomenda para cada cliente.

O mercado brasileiro de motos especiais tem um dos mais criativos representantes em São José dos Pinhais, região da Grande Curitiba, no Paraná. É a Cosmos Muscle Bikes, que produz sob encomenda triciclos, veículos para portadores de necessidades especiais, carros esportivos e motocicletas. A história começa com o engenheiro mecânico Amadeu Ferreira Júnior, produzindo modelos artesanais e exclusivos para uso próprio. Os amigos gostaram e passaram a encomendar e atrás deles vieram outros clientes. O aumento no volume de pedidos resultou em uma fábrica, que tem duas musculosas motocicletas em linha. Os modelos 2R WF e 4R WF.

Equipadas com poderosos motores de oito cilindros em V, os famosos “veoitão”, de nada menos que 5.800cm³, herdados do Corvette, que desenvolvem potência de 350cv a apenas 5.250rpm. Uma espantosa cavalaria para justificar o nome Muscle Bikes ou motos musculosas. E o lema da empresa é: “Potência máxima para quem não foge dos desafios e determina seus próprios limites”. Uma tarefa tão qualificada que as motocicletas são produzidas conforme o manequim e perfil de cada cliente. Para tanto, é medida a altura do piloto, seu peso, o comprimento dos braços e pernas, além do tamanho dos pés, para que cada modelo fique milimetricamente personalizado.

Processo

Dessa forma, a ergonomia de cada motocicleta, como tamanho e inclinação do guidão, altura e afastamento das pedaleiras, altura do banco etc. proporciona o máximo conforto, como uma roupa sob medida. Para completar, cada unidade leva gravado o nome do comprador e um número para identificação. No processo de fabricação, que dura cerca de seis meses, o cliente, se quiser, pode visitar a fábrica a cada 15 dias, para acompanhar a produção e verificar cada detalhe. O coração dos modelos, com seus oito cilindros e estratosféricos 350cv, merece todo o cuidado com a posição de pilotagem e mais outro tanto com a dirigibilidade.

O modelo de entrada é o 2R WF, que custa R$ 145 mil. O motor conta com injeção eletrônica, refrigeração líquida com ventilador auxiliar e câmbio de três marchas para frente e mais a marcha a ré para ajudar nas manobras, uma vez que o peso a seco é de 420kg, o entre-eixos de 2,0m e o comprimento total de 2,50m. As rodas têm aros de 17 polegadas, com dois discos de freio na dianteira e um na traseira. A suspensão dianteira é do tipo convencional telescópica e a traseira mono em balança exclusiva. O tanque comporta 16 litros. O quadro é especial em dupla viga lateral para suportar o motor e a iluminação conta com duplo farol.

Quatro rodas

O modelo 4R WF, assim como a 2R WF, não tem carenagem, mostrando propositalmente o motorzão. No modelo 4R WF, que tem preço sugerido de R$ 165 mil, as quatro rodas também ficam explicitamente expostas, chamando bastante a atenção e gerando questionamentos. Entretanto, não é um carro, mas uma verdadeira motocicleta, homologada como tal. A semelhança com o badalado modelo conceito Dodge Tomahawk, também com quatro rodas e motor de10 cilindros em V, do Viper, com 8.277cm³ e 500cv, apresentado em 2003, é visível. Mas Amadeu Ferreira Júnior garante orgulhoso que o 4R WF foi desenvolvido bem antes e tem algumas vantagens.

Enquanto o Tomahawk ainda é um conceito e quase só anda em linha reta, pois as rodas dianteiras não inclinam nas curvas, a 4R WF já está nas ruas, com suspensão dianteira de braços laterais e dois amortecedores, que permite a inclinação das rodas, aros 17 polegadas e estabilidade nas curvas. A suspensão traseira é do tipo mono. Outra vantagem é que, parada, a 4R WF não necessita de apoio, facilitando para o piloto, uma vez que pesa a seco quase meia tonelada (475kg), além de um entre-eixos de 2,03m e um comprimento total de 2,60m. Um gigante que tem o mesmo motor V8 de 350cv da irmã menor, marcha a ré e um disco de freio em cada roda. O quadro é do tipo monobloco, com motor integrado. O tanque comporta 22 litros. O visual exótico completa o pacote. Vai encarar? Informações: (41) 3267-3706.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A TEORIA DO 11

O 11 passou a ser um número inquietante.
Podem pensar que é uma casualidade forçada ou simplesmente uma tontice,
mas o que está claro é que há coisas interessantes.
Senão, vejam…
1- New York City tem 11 letras.
2- Afeganistão tem 11 letras.
3- ‘The Pentagon’ tem 11 letras.
4- George W. Bush tem 11 letras.
Até aqui, meras coincidências ou casualidades forçadas (será?).
Agora começa o interessante…..
1- Nova Iorque é o estado Nº 11 dos EUA.
2- O primeiro dos voos que embateu contra as Torres Gémeas era o Nº 11.
3- O voo Nº 11 levava a bordo 92 passageiros; a soma dos seus algarismos dá: 9+2 = 11.
4- O outro voo que bateu contra as Torres, levava 65 passageiros; a soma dos seus algarismos dá: 6+5 = 11.
5- A tragédia teve lugar a 11 de Setembro, ou seja, 11 do 9; a soma dos seus algarismos dá: 1+1+9 = 11.
E agora o inquietante…..
1- As vítimas totais que faleceram nos aviões eram 254: 2+5+4 = 11.
2- O dia 11 de Setembro, é o dia número 254 do ano: 2+5+4 = 11.
3- A partir do 11 de Setembro sobram 111 dias até ao fim de um ano.
4- Nostradamus (11 letras) profetiza a destruição de Nova Iorque na Centúria número 11 dos seus versos…
mas o mais chocante de tudo é que, se pensarmos nas Torres Gémeas, damo-nos conta que tinham a forma de um gigantesco número 11.
E, como se não bastasse, o atentado de Madrid aconteceu no dia 11.03.2004 ..Somando estes algarismos dá: 1+1+0+3+2+0+0+4 = 11.
Intrigante, não acham??
O atentado de Madrid aconteceu 911 dias depois do de New York. Somando os seus algarismos dá: 9+1+1 = 11
E AGORA o mais arrepiante:
ALVALADE XXI tem 11 letras… .
CONCLUSÃO DE TUDO ISSO:
Bin Laden é Sportinguista !!!!

Curiosidades … O que é aquele “cheiro de carro novo”?

Nada mais é que o resultado da combinação dos aromas de diversos materiais, incluindo base fresca, tinta, plástico, couro, vinil, borracha, colas e o próprio carpete. O cheiro desaparece com o tempo, em virtude da ação da luz, do calor e do ar.

Curiosidades sobre Carros

A Associação Internacional de Lava-rápidos encomendou uma pesquisa, nos Estados Unidos, para saber o que os motoristas fazem em seus carros. Confira o curioso resultado: 90% gostam de cantar; 54% preferem beijar; 36% adoram pendurar objetos no retrovisor e nos vidros; 34% costumam tomar decisões importantes; 27% não resistem ao sexo; 22% espalham fotos da família, namorada ou ídolos; 4% sempre comemoram o aniversário do carro.

No tribunal de Broken Hill, na Austrália, o juiz ordenou que o casal Somerville, que estava se separando, dividisse todos seus pertences ao meio. O marido, irritado com a decisão, pegou o carro do casal. E, com um maçarico, repartiu o carro em dois.

Enquanto isso, na Inglaterra, Mark Ferguson foi multado em sua ambulância por excesso de velocidade. Inconformado, recorreu. Alegando que levava um fígado para transplante. Curiosamente, o recurso foi negado, já que pela lei, uma ambulância só pode correr, se estiver levando pacientes. É claro que o paciente transplantado não se importou em pagar a multa…

Para quem é fã de carros tunados, iria adorar o modelo Corviar da Chevrolet, lançado na década de 60, que foi o primeiro carro de série, usar o turbo. O motor do Corviar possuía 6 cilindros opostos e bloco de alumínio, era refrigerado a ar, contava com 150 cavalos de potência. O Chevrolet Corvette também fez história como o primeiro carro de fibra de vidro, lançado em 1953.

O primeiro carro do mundo também tem suas curiosidades: tinha apenas três rodas e sua velocidade máxima era de 14 km/h. Já o Primeiro Grande Prêmio do mundo, foi disputado na França, no ano de 1906. O mais curioso é que os carros eram puxados por cavalos até a largada.
As curiosidades dos tamanhos de carro também estão presentes. O Bugatti Royale, da década de 20, media quase 7 metros, sendo que destes, 2 m eram só do capô. Mas ninguém bate a limusine de 30,5 m e 26 rodas, de um californiano, que conta com alguns curiosos atrativos, como piscina com trampolim e colchão d’água do tamanho king-size.
Entre os recordes mais curiosos com carros, temos John Smith, que dirigiu seu Chevrolet de marcha à ré, a 60 km/h, por 806,2 km sem parar. E Brian Carson, um dublê que realizou o maior salto em altura com carros. Ele atingiu 96,6 metros de altura, com a velocidade de 150 km/h.
Em 1963, Chrysler lançou o primeiro carro com propulsor por turbina a gás. A maior vantagem desse modelos era a temperatura mais baixa, tanto de motor quanto de escapamento, se comparado aos motores de pistões. Apenas 50 unidades foram produzidas e levadas ao público para teste, mas o projeto não vingou. Ainda é possível ver exemplares em coleções particulares ou museus.

Homem é multado por dirigir a 880 km/h em carro 1.0

O mundo da voltas e sempe nos impressiona…Entao, lhes apresento uma brilhante noticia, gracas à eficiencia do DETRAN e de nossos sofisticados aparelhos de vigilancia de transito.Um motorista de Brasília foi multado sob acusação de dirigir a 880 km/h em uma rua de Niterói, no Rio de Janeiro. De acordo com o DFTV, o engenheiro de alimentos Rafael de Andrade, dono de um carro motor 1.0, foi pego por um pardal e recebeu punição de R$ 127,69. A velocidade máxima do local era de 60 km/h.Andrade se recusa a pagar a multa e entrou com recurso no Departamento de Trânsito (Detran) de Niterói (RJ), que não suspendeu a punição. Já o Detran de Brasília diz que o documento do carro só sai se ele pagar a dívida.Para se ter uma idéia, a velocidade aferida pelo pardal equivaleria a mais de quatro vezes a velocidade média da volta mais rápida do inglês Lewis Hamilton (208 km/h) no treino livre desta sexta-feira para o Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1. Hamilton foi o mais veloz do dia.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Valor do IPVA pode cair 10%

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para usados pode ficar até 10% mais barato em 2010, na comparação com o imposto pago neste ano. A estimativa é do tributarista Clóvis Panzarini, sócio-diretor da CP Consultores Associados. “Isso ocorre porque o IPVA vai ser calculado com base nos valores de mercado de setembro, último mês que teve a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis”, diz.
Segundo Panzarini, os estímulos fiscais do governo concedidos no fim do ano passado aumentaram a procura por carros novos e elevaram a oferta de usados no mercado. “Isso derrubou os preços dos carros usados”, afirma.
Panzarini diz que a redução do valor do imposto é característica de economias que passam por crises. “Quando o mercado está aquecido é comum que mesmo os preços dos veículos usados subam e o imposto acompanhe esse movimento”, diz.
Em 2009, ocorreu o contrário com o valor pago pelo IPVA. No início do ano, a crise derrubou o preço dos usados, mas os proprietários pagaram o imposto com base no valor de seu automóvel em setembro de 2008, quando o mercado estava altamente aquecido. “O valor do veículo usado caiu 20% na comparação entre setembro de 2008 e janeiro de 2009. Isso fez com que as pessoas pagassem um imposto sobre o valor maior do que o do mercado”, diz o advogado tributarista Gesiel de Souza Rodrigues, Sócio da Souza Rodrigues e Lisboa Advogados. Ele acrescenta que a redução que o imposto deve ter em 2010 não vai compensar o que foi pago a mais pelos proprietários neste ano.
Para corrigir essa discrepância, o governo de São Paulo alterou forma de cálculo do IPVA. A lei aprovada em 23 de dezembro de 2008 acrescentou um parágrafo que permite ao poder público reduzir a base de cálculo para os veículos, em caso de uma queda de preços entre setembro e dezembro.
No caso dos veículos usados, a redução do IPI também trouxe uma economia para o IPVA que é pago na hora da retirada do carro das concessionárias. “Quem comprou um Celta básico em setembro, pagou IPVA sobre R$ 21,9 mil. Já quem adquirir o mesmo carro em janeiro vai pagar o imposto sobre R$ 23 mil”, explica Ayrton Fontes economista da MSantos. Ele ressalta, no entanto, que a redução nesse caso é mínima. “ No caso de um popular, o IPI corresponde a 7% e o valor do IPVA a 4% do valor do veículo. Isso dá um efeito de 0,28%.”
Fontes explica que no caso do veículo usado, o cálculo do IPVA depende de vários fatores e muda de acordo com o modelo e especificações de cada veículo. “É muito difícil fazer um cálculo de quanto pode ser a redução do imposto. O que posso dizer é que o imposto varia entre 3% a 5% do valor de referência do veículo.”
Já Paulo Garbossa da Consultoria ADK, diz que a redução do imposto também depende da depreciação do carro. “Não adianta o valor do imposto cair 10% se o seu veículo também acompanhar essa queda”, diz.COMO FUNCIONA - Para veículos usados, o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é calculado com base no valor de mercado de setembro de cada ano
- Em São Paulo esse valor usa como base os preços contidos na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)
- O valor de imposto cobrado varia de 3% a 5% em cima do valor contido nessa tabela
- No caso de veículos a gasolina, picapes e biocombustíveis esse porcentual é de 4%
- Já para carros movidos a álcool e a gás, o porcentual é de 3%
- Após a queda brusca nos preços dos veículos usados e novos no fim do ano passado, por causa da crise, o governo de São Paulo alterou a lei que calcula o imposto para permitir a redução do valor de referência, caso haja queda brusca nos preços.

Murciélago LP640 é furioso




Bolonha (Itália) - A importação oficial de modelos Lamborghini para o Brasil começa no mês de outubro. Mas antes de as supermáquinas desembarcarem aqui, fomos à Bolonha acelerar pelas vielas de Sant’Agata Bolognese, onde fica a fábrica da marca, o Murciélago LP640. O cupê de dois lugares, que deve chegar este ano por cerca de R$ 2 milhões, ronca alto com seu motor V12 de 640 cv. Central-traseiro com 6,5 litros, faz jus à sigla LP640 (longitudinale posteriore, expressão italiana para designar a posição do motor).

Basta dar na partida para o ruído estridente invadir a cabine. Assim como seu visual externo sugere, o Murciélago é furioso. Seja pelos inúmeros componentes de fibra de carbono, que servem para aliviar o peso, seja pelas rodas 18” com pneus de perfil baixíssimo (245/35 na dianteira e 335/30 atrás).
Cada cv do motor carrega apenas 2,6 kg - pouco mais do que recém-lançada Ferrari 458 Italia, que tem 2,42 kg/cv. É força demais para pouco peso. O resultado se traduz em números: Italia e Murciélago vão de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos, mas só o Lamborghini chega aos 340 km/h (15 km/h a mais que a Ferrari).

Tudo é instantâneo no Murciélago. Nas acelerações o câmbio “pede” velocidade, dando trancos fortes a cada mudança de marcha e empurrando o corpo contra o banco, o que só aumenta a vontade de pisar mais no acelerador. A posição de dirigir é perfeita, baixa como tem de ser nos esportivos, e a direção responde de pronto aos comandos. Outro destaque são os bancos, do tipo concha, que não deixam o corpo desgarrar em curvas.
O que certamente irá incomodar o dono de um Murciélago no Brasil é o pula-pula. A suspensão para lá de rígida, que garante ótima estabilidade ao carro, fatalmente sofrerá com os buracos de nossas ruas. De todo modo, o LP640 não é um carro para o dia a dia, e sim para estradas sinuosas ou até para as pistas.

A primeira concessionária da marca no País ficará em São Paulo, na Avenida Europa, que concentra um grande número de supercarros.

VW Gol e Voyage serão automatizados




Gol e Voyage receberão transmissão automatizada (a mesma de cinco marchas usada no Polo I-Motion) e começam a chegar às lojas no próximo mês. Os modelos terão o mesmo sobrenome do Polo, que leva o câmbio, mas o design da caixa robotizada será diferente. O Novo Gol 1.6 I-Motion custará R$ 34.605, e o Voyage 1.6 I-Motion, R$ 37.090.

VERSÕES: Os lançamentos são oferecidos em mais de uma versão. O Gol terá duas: a Novo Gol 1.6 I-Motion e a Novo Gol Power 1.6 I-Motion. Já o Voyage terá três opções de acabamento: Voyage 1.6 I-Motion, Voyage Trend 1.6 I-Motion e Voyage Comfortline 1.6 I-Motion.

COMO FUNCIONA: O câmbio é manual convencional de cinco marchas, porém trabalha por meio de um gerenciamento eletrônico do funcionamento da embreagem e das trocas de marcha.
Como em qualquer carro automático, (onde não existe o pedal da embreagem) o condutor só precisa acelerar e brecar. Caso opte pelo modo mecânico, as trocas podem ser feitas na alavanca (com toques para cima e para baixo) ou, se o modelo tiver, nas hastes que ficam atrás do volante.
O benefício desse sistema é o custo de reparação. O preço do conserto é bem parecido ao do câmbio manual, pois as peças são em grande parte as mesmas.

Spyker C8 chega ao Brasil por R$ 1,15 milhão




São poucos os motivos que levam alguém a querer trabalhar num sábado. O meu era muito nobre, exclusivo e rápido: pilotar o superesportivo holandês Spyker C8 Spyder no Campo de Provas da Pirelli, interior de São Paulo.
A primeira sensação já é forte: o pedal de embreagem é pesado, com curso curto. Os outros pedais, de acelerador e freio, ficam juntinhos, saindo do assoalho, como manda a cartilha dos esportivos. A direção, com volante de base chata, tem bom peso, enquanto a alavanca de câmbio, de puro alumínio e com a haste do trambulador exposta, intimida.

À frente, instrumentos com roupagem clássica, mas úteis em um carro que faz de 0 a 100km/h em 4,5 segundos. Um detalhe: riscando o asfalto, sem nenhum controle de estabilidade ou de tração. Impressionado? Também fiquei, e muito…
Envolto pelo interior de couro e alumínio (tudo revestido de forma impecável), levanto a capinha vermelha de uma chave no painel. Como num caça, aperto o botão de partida. Isso acorda os 400cv do motor V8 central, de 4,2 litros, o mesmo usado no Audi R8.
Só que aqui o ronco é mais agressivo, ardido, puro. Solto a pesada embreagem, de curso mínimo, e o Spyker começa a se mover. Nos bancos bem esportivos, sinto a cabeça ser pressionada na mesma intensidade com que o pedal do acelerador vai chegando ao fim do curso. O Spyker pede marcha atrás de marcha.
NADA DE AUXÍLIOS ELETRÔNICOS - Ao meu lado, há um co-piloto contratado pelo importador do carro, à guisa de instrutor (na verdade, sua principal função era conter ânimos). No fim da curtíssima reta inicial da pistinha da Pirelli, ele já pede cautela, para encarar o “cotonete”, uma fechada curva em U do circuito. “Esse carro é on/off, errou um pouquinho e ele roda sem dó”, explica

Sigo o conselho, afinal, estou com R$ 1,15 milhão em mãos. Saio do cotonete e, na segunda reta, de cerca de um quilômetro, afundo o pé. O ponteiro do velocímetro sobe sem cerimônia, bem como o ronco dentro da cabine.
Segunda, terceira, quarta, quinta… Tudo isso acompanhado de uma sinfonia que tentei gravar no celular, para ter de recordação. O fim da reta chega logo, e, beirando os 210km/h, já é hora de alicatar nos freios e descer marcha para encarar a curva de alta - se tivéssemos mais reta, poderíamos tentar alcançar a máxima de 300km/h.
Em terceira, com o motor me pedindo “acelera, acelera!”, escuto o grilo falante que me acompanha relatar sua experiência com o carro, muito mais libertina que a minha: “Pela manhã fiz um drift nesta curva, de ponta a ponta. É impressionante como esse carro é equilibrado…”Proibido de fazer o mesmo, e com uma inveja enorme, me conformo em perceber como a carroceria não inclina e como cada toque no volante faz o nariz do holandês voador apontar para onde você quer. A cautela fazia sentido. Só existem dois Spyker no Brasil. Este que dirigimos voltará para a Holanda após testes e demonstrações. Um segundo exemplar, o cupê C8 Laviolette, está a venda pela Platinuss, representante da marca em São Paulo. Como apenas cem exemplares de C8 são produzidos por ano, entende-se a exclusividade de que estamos falando.
Até dezembro, o importador espera vender cinco carros. No ano que vem, com a inclusão de dois modelos, o C8 Aileron e o D8 Peking to Paris (utilitário esportivo de altíssimo luxo), quer chegar a 20.
Na segunda volta, tento me comportar como um condutor comum - se é que o comprador de um carro destes fará isso. Ando de forma mais civilizada, mas o Spyker reclama e fica o tempo todo querendo andar mais, como um cachorro animado que fica puxando o dono pela coleira.Começo a explorar as chaves do painel. Uma delas aciona o dispositivo Whisper Mode, que altera o ronco do motor. Com o sistema em normal, até 4.000rpm, o Spyker se torna mais silencioso e fica com um “ronquinho” de Audi R8, sem graça até… Mas, independente do gosto musical do motorista, o som volta a ser visceral acima dessa faixa de rotações. Já no modo Sport, a sinfonia é alta e excitante desde o o começo.
DEFEITO - Como todo carro tem defeitos, vamos aos do Spyker. Sua namorada, por exemplo, não gostará de entrar no carro, ato que requer uma ginástica incrível. O vidro se abre pouquíssimo, com o de um Subaru SVX. E o cinto de segurança pretão, básico, destoa completamente de um interior tão refinado, na cor de caramelo.
Mas pode ter certeza que você esquecerá todos esses pecadilhos ao afundar o pé no acelerador. Acredite: é inesquecível.
FICHA TÉCNICA:
Preço: R$ 1.150.000Origem: HolandaMotor: Central, Audi V8, aspirado, cinco válvulas por cilindro, 4.172cm³. Potência máxima de 400cv (a 6.500rpm) e torque máximo de 48,9kgfm (a 3.500rpm)Transmissão: Tração traseira, câmbio manual de seis velocidadesSuspensão: Dianteira com braços sobrepostos, molas e amortecedores em cantilever; Traseira multibraçoPneus: 235/35 R19 na dianteira e 295/30 R19 na traseiraDimensões: comprimento: 4,18m; altura: 1,08m; largura: 1,88m; entre-eixos: 2,57mPeso: 1.250 quilosDesempenho: 0 a 100km/h em 4,5s e máxima de 300km/h

Button põe carrão à venda na internet



Bugatti Veyron do inglês campeão da F-1 é anunciado por R$ 2,5 milhões

Um carrão esportivo registrado em nome de Jenson Button está à venda em um site inglês especializado em automóveis. O Bugatti Veyron preto, ano 2008, que vai de 0 a 100km/h em 2,5 segundos, é anunciado por 899.995 libras, o equivalente a cerca de R$ 2,5 milhões.
O anúncio é vago e diz apenas que o veículo teve dois donos, o atual sendo um piloto da Fórmula 1. Entretanto, o "Auto Trader", site que hospeda que o texto e fotos do carro, revela que o automóvel está em nome de Button.