quarta-feira, 10 de março de 2010

Fiat terá que fazer recall do Stilo

Ministério da Justiça vai multar marca italiana em R $ 3 milhões.

Depois de uma série de Investigações e um longo processo na justiça, uma Fiat vai ser obrigada a fazer o recall imediato do Stilo por causa de um defeito nenhum cubo das rodas de modelos fabricados entre 2004 e 2008 que causou cerca de 30 acidentes. O caso foi noticiado em agosto de 2008 por Autoesporte. Além do recall, a marca italiana será multada em R $ 3 milhões por não ter solucionado o problema.
O recall, de acordo com o Ministério da Justiça, DEVE incluir todos os modelos do Stilo fabricados depois de abril de 2004. Nesse caso, a Fiat terá que trocar os cubos das rodas traseiras por outros de aço forjado.
O processo que deu início às Investigações foi aberto em abril de 2008 por Carla Barbosa, de Sobradinho (DF), uma das vitimas. Pelo menos 14 casos foram relacionados ao processo inicial - entre eles, um acidente que resultou na morte de Laís Amélia Gomes da Silva, de 18 anos, em Sete Lagos (MG), em 2007.

Polêmica com a roda do Stilo

Entenda o caso que resultou em acidentes e até em morte envolvendo o modelo da Fiat, em reportagem publicada pela revista Autoesporte em agosto de 2008.

Um alerta sério ou uma incrível coincidência? O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) já registra 14 casos de motoristas que relatam acidentes envolvendo o desprendimento de uma das rodas traseiras do Fiat Stilo. A empresa nega-se a assumir responsabilidade ou a se comprometer com um recall, afirmando que a quebra das rodas foi conseqüência dos acidentes, não a causa.
As ocorrências não têm em comum apenas a perda da roda, mas uma série de pontos que desafiam a definição de “acaso”. “Todos tinham roda de liga leve de 17 polegadas. Todos com freio a disco, sem ABS, com cerca de 15 mil quilômetros rodados”, lista Carla de Moraes Barbosa, de Sobradinho (DF).
Carla foi quem deu início ao processo em abril de 2008, após seu próprio acidente. A guia turística voltava de uma viagem de Carnaval na Bahia com o marido e as três filhas quando seu Stilo Sporting se desgovernou, saiu da pista e bateu contra um barranco. Suas filhas ficaram feridas, uma delas sofreu traumatismo craniano. “Um motorista que vinha atrás nos ajudou, e disse que viu a roda traseira esquerda se soltar com o carro ainda em movimento”, conta Carla.
Após pagar por uma análise particular de um profissional registrado no Conselho Regional de Engenharia, a guia recebeu um laudo sobre a causa do acidente: “Falha prematura do rolamento da roda traseira esquerda”. A Fiat solicitou o carro para fazer sua própria avaliação e contestou o resultado anterior. Além do DPDC, Carla também moveu uma ação pelo Procon. Três audiências de conciliação foram feitas sem que as partes entrassem em acordo.
Carla afirma ainda que seu Stilo foi deixado no pátio da concessionária OK Veículos, em Brasília, de onde desapareceu. “A loja fechou e o carro não está mais lá. Agora não posso nem mostrar para a imprensa”, afirma. Com a visibilidade do caso, outros vieram à tona. Alguns até anteriores ao seu.
Versões distintas
Em 24 de dezembro de 2007, Eden Mark Ribeiro de Sousa, de São Sebastião (DF), viajava para encontrar a família em Unaí (MG) com seu Stilo de 17 mil quilômetros rodados. A 15 quilômetros do seu destino, Sousa perdeu a direção em uma curva, capotando em direção ao acostamento. A roda traseira direita também se soltou.
O professor de 34 anos sofreu traumatismo craniano e lesão coclear, que o deixou permanentemente surdo do ouvido esquerdo. “Tive labirintite e até hoje sinto um zumbido constante no ouvido. Durmo à base de remédios”, afirma Sousa, que pode ser aposentado por invalidez.
Logo na primeira semana de janeiro de 2008, a montadora teve acesso ao eixo para uma análise. Sousa foi o único dos envolvidos que recebeu algum tipo de correspondência formal da Fiat, datada de 1º de abril de 2008. “Depois de muita insistência, mandaram uma carta assinada por alguém sem identificação de cargo, afirmando que a roda se soltou por esforço da suspensão. Para eles, é um caso encerrado”, afirma o professor.
A montadora diz que o acidente não foi causado pela soltura da roda, usando inclusive as fotos feitas por Sousa no local do acidente como prova. “Há quatro marcas de pneus na pista, próximas ao acostamento, o que demonstra que nenhuma roda havia se soltado antes do capotamento”, afirma Carlos Henrique Ferreira, assessor-técnico da Fiat.
Morte
A ocorrência mais grave data de setembro de 2007, envolvendo a morte de Laís Amélia Gomes da Silva, de 18 anos. A jovem seguia com uma amiga para Sete Lagoas (MG) pela BR-040, no Stilo guiado por Márcio Gomes de Menezes. O técnico em informática percebeu o carro trepidar pouco após completar uma curva. “Consegui ver a roda traseira direita rodando na minha frente antes de o carro sair de controle”, afirma. O carro atravessou o canteiro central, saindo pela esquerda até colidir com uma mureta, cerca de 60 metros adiante. Laís morreu no local. Menezes ficou 15 dias internado com ferimentos em sete costelas e na escápula esquerda.
A roda perdida no acidente não foi recuperada. A resposta da Fiat não foi muito diferente dos demais episódios. “O engenheiro respondeu que a roda se soltou depois do acidente, não antes”, afirma. Acionado judicialmente como responsável pela morte de Laís, Menezes se apóia no DPDC para resolver o problema. “A Fiat vai ter que esclarecer tudo isso. Tenho fotos e testemunha do caso”, diz o técnico.
Justiça
O embate ganhou novo capítulo no dia 28 de junho de 2007, quando o Tribunal de Justiça divulgou nota informando da instauração de um processo pelo CPDC com base em oito relatos.
Carla Barbosa se responsabilizou por reunir os casos e colocá-los como amparo no processo, iniciado por ela, já que o órgão só existe no Distrito Federal. “Não estou mais trabalhando. Agora me dedico apenas a isso”, afirma Carla, que passa o dia analisando mensagens de pessoas que dizem ter se acidentado com o Stilo, para se certificar de que há embasamento. “Tem sido horrível lidar com as tragédias de outras pessoas, mas tenho que fazer isso. A Fiat não pode tratar a população desse jeito”, desabafa.
A montadora afirma que teve acesso a apenas três episódios, nos quais foram realizadas extensas perícias. Nesses veículos, a Fiat diz que as quebras só ocorreram por esforço excessivo. “Estamos indo atrás de todos os casos que são relatados à imprensa. Não há fundamento em nenhum deles”, afirma Ferreira, da Fiat.
Após longa espera por conta da greve dos Correios, o comunicado do TJ chegou à Fiat por fax no dia 15 de julho de 2008. A montadora tem 10 dias para apresentar sua resposta. Até o fechamento desta reportagem, o material da defesa não havia sido levado à Justiça. A Fiat pretende utilizar seus laudos técnicos para esclarecer todos os episódios dentro do prazo. Enquanto isso, novos casos continuam chegando à caixa de e-mails de Carla.
Reportagem publicada originalmente na revista Autoesporte de agosto de 2008.

Peugeot anuncia picape Hoggar

A Peugeot oficializou na manhã desta quarta-feira (3) a chegada da Hoggar ao mercado brasileiro. Estranhou o nome? Trata-se e nada mais, nada menos, do que a primeira picape pequena da história da marca francesa, baseada no hatch 207. O modelo chega com a dura missão de disputar mercado com as consagradas Saveiro e Strada, e será lançado oficialmente no dia 15 de maio.
Trata-se do primeiro projeto criado pela montadora no país e será produzido na fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro. De acordo com a marca, a Hoggar traz a maior capacidade de carga do segmento, com 742 kg ou 1.151 litros.
O modelo será vendido com três versões de acabamento e duas motorizações flex: 1.4 e 1.6, os mesmos utilizados pela família 207. Flagrada diversas vezes em teste, a picape chama atenção pelo visual aventureiro e, como revela a imagem, também terá uma versão aventureira de sobrenome Escapade, o mesmo utilizado pela perua 207SW.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Bruno Senna na apresentação do carro da equipe HRT


Salão de Genebra 2010.

PORSCHE 918 SPYDER: Ainda é tratado como conceito. Mas, ao que parece, tem tudo para ser em breve o sucessor do Carrera GT como supercarro da marca. O protótipo traz um V8 central de 6,2 litros que rende 500cv, e mais dois motores elétricos no eixo dianteiro, que acrescentam 220cv.Resultado: zero a 100km/h em 3,2 segundos e máxima de 317km/h (números aferidos em Nurburgring). Mesmo com tamanho vigor, a Porsche promete um consumo muito abaixo da média dos esportivos: o funcionamento é exclusivamente elétrico sempre que o carro estiver rodando a até 17km/h.NOVO CAYENNE: A Porsche lança a nova geração do Cayenne. O modelo teve seu estilo aliviado e cresceu 4,8cm no comprimento e 4cm no entre-eixos. Por dentro, foi usado o esquema de espaço do Panamera, com console mais elevado e tela multifunção, que ocupa área menor. O resultado é um ambiente interno limpo e com mais sensação de profundidade. O novo Cayenne também ficou 181kg mais leve, o que, segundo a marca, permitiu diminuir o consumo em 20% - mesmo na versão de entrada, com motor V6 3.6 de 300cv. Essa redução também foi possível pelo uso do câmbio Tiptronic de oito marchas e pelo sistema que liga e desliga o motor (que entra em ação quando o carro para no sinal, por exemplo). Há também uma versão híbrida.

MERCEDES F-800 STYLE: Este protótipo é uma mostra de como será a futura geração do “cupê de quatro portas” Mercedes CLS. Como anda muito em voga, é híbrido: tem um V6 a gasolina auxiliado por um motor elétrico. No total, são 272cv de potência.

VW Saveiro Cross custa R$ 41.840

A Volkswagen apresentou a Saveiro Cross, uma versão com roupinha de aventureira para encarar a Fiat Strada Adventure. Por R$ 41.840, a novidade chega recheada de equipamentos para arrancar clientes da marca italiana, atual líder de mercado. O modelo só será oferecido com cabine estendida, mas não vem com ar-condicionado, freios ABS e airbags de série. Mas os três equipamentos são vendidos como opcionais.

Fora o visual inspirado no mundo dos aventureiros, o único equipamento que dá uma forcinha na terra são os pneus de uso misto Pirelli Scorpion. Apesar disso, não se engane. O habitat da picapinha continua sendo o asfalto.
O estilo está parecido com as linhas adotadas no CrossFox, com molduras plásticas aplicadas no para-choque e caixas de roda. A suspensão também está ligeiramente mais alta.

Ford Ranger Sport volta às revendas

A reestilização que a Ranger sofreu em julho de 2009 tirou do mercado a versão esportiva com cabine simples, voltada para consumidores de centros urbanos. Neste março, a Ranger Sport volta às lojas já com a nova dianteira e acessórios visuais redesenhados.
O preço inicial sugerido é de R$ 53.885, o que deixa a picape no mesmo patamar das versões mais caras de picapinhas basedas em carros de passeio, como Fiat Strada Adventure e Volkswagen Saveiro Cross. A novidade tem rodas de liga de 16 polegadas, vidros elétricos, toca-discos com MP3, direção hidráulica e ar-condicionado. Seu motor 2.3 a gasolina desenvolve 150 cavalos e torque máximo de 22,1 kgfm. A transmissão oferecida é manual de cinco marchas. De acordo com a Ford, o propulsor está preparado para funcionar também com GNV, mas o equipamento não vem de fábrica. A nova Ranger tem garantia de 3 anos.