quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Toyota Tundra


Chevrolet HHR


MERCEDES SL 550


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008


Audi R8 V10


De coração italiano, o superesportivo alemão fica ainda mais forte e desejado.


Em uma época de crise automotiva e a questão da sustentabilidade em alta, as montadoras acabam se vendo obrigadas a lançar veículos menores, menos poluentes e, por conseqüência, menos potentes. Mas, para a felicidade dos fanáticos por superesportivos, vez ou outra surge um lançamento com potência acima dos 500 cavalos. É o caso da Audi da versão mais endiabrada do R8. Como não poderia deixar de ser, o grande destaque do novo bólido está debaixo do capô. Equipado com um motor 5.2 V10 – o mesmo adotado na Lamborghini Gallardo -, o R8 desenvolve 525 cv. A relação peso/potência de 3,09 kg/cv torna as coisas ainda mais fáceis para o motorista (e aspirante a piloto), que pode partir da imobilidade e atingir os 100 km/h em apenas 3,9 segundos e atingir a respeitável marca de 316 km/h de velocidade final. A nova versão do R8 conta com uma transmissão manual de seis velocidades, podendo ser equipada opcionalmente com a caixa seqüencial R tronic, que promove as trocas de marcha em menos de um décimo de segundo. O sistema quattro de tração integral nas quatro rodas também se faz presente no modelo fabricado em Ingolstadt. Internamente, os passageiros encontram o mesmo conforto presente na versão 4.2 V8. Couro, fibra de carbono e alumínio são alguns dos materiais empregados no habitáculo, que pode ser personalizado de acordo com a preferência do comprador. A estréia oficial do R8 V10 está marcada para janeiro de 2009, durante o Salão de Detroit. De acordo com a Audi, o esportivo começará a ser vendido na Alemanha a partir do terceiro trimestre de 2009 por 142.400 euros.

Troller T4 2009


Jipe passa por sua primeira mudança depois de virar Ford


Desde que a Ford anunciou a compra da Troller, em janeiro de 2007, nenhuma grande alteração havia sido feita no jipe T4. Mas era uma questão de tempo até o modelo ganhar retoques da marca, principalmente no interior – pegaria mal um modelo Ford com peças Volkswagen e Fiat. A nova geração já traz algum sangue azul do oval da marca, como volante do EcoSport e comandos de direção de Fiesta e Ka. A montadora divulga a substituição de mais de 500 peças para tentar eliminar ruídos e vibrações. Externamente, as mudanças foram sutis. A grade tem novos detalhes, é removível para facilitar a manutenção e tem tela para proteção do radiador. Os pára-choques têm novos apliques e as lanternas traseiras ganharam luzes brancas. Os vidros, agora, têm curva para diminuir o reflexo. E as mudanças não sutis? Ao abrir a porta do T4 2009, dá para notar a diferença. Novos volante, conjunto de instrumentos, revestimento das portas e da capota removível, padrão de acabamento das portas e até a cor, agora cinza, em substituição à anterior, preta. Mas o consumidor vai ficar com o ônus das alterações. O jipe deve custar entre 85000 e 90 000 reais, preço a ser divulgado no Salão do Automóvel ou quando chegar às lojas, na segunda quinzena de novembro. O valor do modelo 2008 é 85045 reais. Ao girar a chave no contato, o motor diesel 3.0 MWM, com 163 cv a 3800 rpm e 38,8 mkgf, mostra que é eficiente. O sistema de tração oferece as opções 4x4, 4x4 reduzida ou somente traseira 4x2, com acionamento eletrônico por um botão no painel. A capacidade de tração também aumenta com o diferencial traseiro autoblocante. Os comandos são intuitivos, a visibilidade é boa e o nível de ruído é aceitável. Há lugar para cinco pessoas, mas quem viaja atrás deveria ter desconto na passagem. A ausência de estabilidade chama atenção: é preciso segurar o volante com mais força para o carro não escapar da faixa. A suspensão demonstra as irregularidades do solo. Mas essa impressão melhora na terra, o que deixa claro qual é o objetivo real dele: não escolher caminho. VEREDICTO: Continua o mesmo T4 de sempre, com mais identidade. Indicado para quem precisa de um veículo que enfrente terrenos acidentados.

Ford mostra Ranger Max

Conceito tailandês antecipa as linhas da nova geração da picape que chega ao Brasil até o fim de 2009






Em 27 de julho de 2007, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por meio da resolução 245, estabeleceu a obrigatoriedade de equipamentos antifurto em veículos novos saídos de fábrica, sejam produzidos no Brasil ou no exterior, a partir de 2009. Medida que causou bastante polêmica à época, tema volta à pauta com a divulgação pela entidade do cronograma para a instalação do equipamento.
De acordo com a Resolução 245, o dispositivo antifurto deverá possuir um sistema que possibilite o bloqueio e o rastreamento do veículo. A função de bloqueio já deverá vir de fábrica disponível para uso. No que diz respeito ao rastreador, como a legislação proíbe a ativação sem o prévio conhecimento e autorização do proprietário do veículo, caberá a este a decisão sobre seu funcionamento.
Agora, no dia 31 de outubro deste ano, o Contran divulgou o cronograma para a instalação de equipamento antifurto em veículos novos produzidos e saídos de fábrica, nacionais e importados, a serem licenciados no país. Terá início em agosto de 2009, nos automóveis, camionetas, caminhonetes e utilitários, e tem prazo para terminar no final de 2010, com a instalação em ciclomotores, motonetas, motocicletas, triciclos e quadriciclos.
Este anúncio trouxe de volta o debate acerca da medida. Alguns pontos principais ainda merecem reflexão, como o fato de que a certeza da presença de um rastreador aumentaria as chances de o ladrão levar junto o proprietário, além de que não tardará para que os ladrões co-nheçam o local de instalação do equipamento, já que este ocorrerá no mesmo ponto, já na linha de montagem. Outro fator relevante é referente à legislação, que estabelece que o veículo obrigatoriamente deverá ter os equipamentos instalados, mas a ativação caberá ao consumidor.
Em entrevistas publicadas na Revista Cesvi, o Cesvi Brasil questionou a opinião das principais entidades do setor acerca da medida. Os pontos de vista foram divergentes. O Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), por exemplo, deixou claro o descontentamento com a proibição, vez que afetaria o poder de escolha do consumidor. Afirmou também que a ativação e manutenção do produto trarão custos ao consumidor, que será obrigado a pagar, muitas vezes sem utilizá-lo. Outra entidade entrevistada, o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) já vê com mais otimismo a mudança. Acredito que a medida visa a criação de mais uma ferramenta para a inibição do roubo e para a recuperação dos veículos e cargas. Ainda, a opcionalidade de utilização do rastreamento visaria a preservar o direito à privacidade do cidadão. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), compartilha deste otimismo, acreditando que a nova norma vem em favor do consumidor e que colabora para a redução dos furtos de veículos. Alerta, porém, para o fato de que o novo equipamento poderá significar custos para os fabricantes de veículos e, no caso, poderá refletir nos custos para o consumidor.
A medida definitivamente visa beneficiar os consumidores e diminuir o número de furtos de veículos. É questionável, porém, a obrigatoriedade da instalação e, mais ainda, deixar a ativação a cargo do consumidor. De todo modo, com os números de furtos chegando a níveis alarmantes, toda ação no sentido de coibir a atuação dos ladrões deve ser estudada e analisada com dedicação.