


Belo e caro: no Brasil, o XKR custa R$ 481 000
Cupê traz motor V8 de 420 cv e visual inspirado nos Aston Martin
Quem vai avaliar um esportivo sempre leva a referência do último carro que colou suas costelas no banco. E aí o Jaguar XKR deu azar logo de cara: o parâmetro do motorista que estava ao seu volante era nada menos que o novo BMW M3, máquina alemã elogiada mundialmente pela elasticidade de seu motor V8 de 420 cv e estabilidade do conjunto com teto de fibra de carbono. Sentiu a pressão que colocamos para cima do carro inglês? Ele não. Também equipado com um V8 de 420 cv, o Jaguar deu um calor no M3 e acelerou de 0 a 100 km/h em excelentes 5s3, 1s0 a menos que os 6s3 do BMW testado pelo Carro Online em julho de 2008. Era só o começo da diversão.
Mas vamos parar por aqui, afinal, isto não é um comparativo. O duelo virtual só serviu para mostrar que, apesar de a imagem de esportividade da marca ter ficado no passado, a Jaguar ainda sabe construir um carro que acelera bastante. Isso, porém, não significa exatamente que você estará a bordo de um esportivo. Essa tarefa é coisa para um M3 da vida. Curvas com a carroceria grudada no chão, frenagens que parecem ancorar o carro na pista e mudanças de direção bruscas sem balançar a carroceria não são a praia do XKR. A bordo desse britânico, o cliente paga R$ 481 000 para usufruir de todo o estilo e potência a mais de 200 km/h ouvindo o belo ronco do V8.
Assessor da Mercedes ‘flerta’ com o XKR
Depois de entender qual era a do Jaguar XKR, começamos a imaginar quem era o cliente do carro. Certamente ele é um comprador mais tradicionalista, que não se deixou seduzir por um Audi, BMW ou Mercedes e se encantou com o visual claramente inspirado nos carros da Aston Martin – Ian Callum, designer-responsável pelo XKR, já trabalhou nos estúdios da Aston.
Falando em Mercedes, um episódio curioso aconteceu durante a avaliação do Jaguar. Quando o cupê voltava para a editora depois de um dia na pista de testes, ficou preso no trânsito em frente a um bar da zona sul de São Paulo. Lá, dois admiradores começaram a conversar olhando para o carro e um deles sugeriu ao outro que se tratava de um Aston Martin. Sabe quem era o outro? O assessor de imprensa da Mercedes-Benz do Brasil, que, “flagrado”, não conseguiu esconder a admiração pelo concorrente inglês. Prova de que a nova escola de design da Jaguar chama atenção até mesmo de quem está acostumado com a qualidade e beleza das máquinas de Stuttgart.
Quando falamos em equipamentos, porém, o XKR deve aquele algo a mais sempre presente em carros deste naipe. Enquanto a BMW oferece o sistema de entretenimento iDrive e a Mercedes traz até bancos com massageadores, a Jaguar não brinda o milionário com nenhuma novidade para contar vantagem aos amigos no Golf Club. Mas para quem vai comprar o primeiro carro de alto luxo, está tudo lá: faróis de xenônio duplos, freio de mão eletrônico, rodas de 20”, ar-condicionado de duas zonas, coluna de direção e bancos de couro com ajustes elétricos e a tela touchscreen que permite o comando de funções como climatizador e rádio.
Além disso, a chave precisa estar apenas no bolso para que as portas sejam abertas ou o motor ligado por meio de um botão no console central. Quem quiser se mostrar um pouco mais ainda pode dar a partida a distância.
“Um baita carro até 200 km/h”
Além de apaixonado por carros, nosso fotógrafo, Pedro Bicudo, é um conhecedor e tanto de automóveis. Por isso e também como reconhecimento pelo excelente trabalho, sempre oferecemos ao Bicudo uma voltinha nas máquinas mais potentes. E ele não voltou da pista todo sorridente com o XKR, como seria de esperar. “Até 200 km/h é um baita carro. Depois disso, não passa muita segurança”, comentou o Pedro.
Fomos conferir as impressões dele. Era isso mesmo. Como já contamos, o Jaguar é um canhão para acelerar: vai de 0 a 100 km/h em 5s3 depois de apenas 79,8 m, quebra a barreira dos 400 m em 13s4 a 174,7 km/h e chegou a 249,9 km/h antes do fim da reta de 1 800 m da pista de testes da TRW, em Limeira, SP. Mas não passou a segurança esperada de um verdadeiro esportivo em altas velocidades.
A freada no limite também exige certa falta de juízo do motorista. Por mais que a Jaguar diga que o sistema de freios foi exaustivamente testado no tradicional autódromo alemão de Nürburgring, a leve jogada da traseira na primeira mordida das pinças ensaia um frio na barriga. Na hora da produção do vídeo que você verá abaixo, a traseira também jogou mais que o esperado em mudanças de direção bruscas. Nas curvas, porém, a carroceria de alumínio permaneceu impecavelmente na trajetória.
Então o Jaguar XKR não é um esportivo? Exatamente, mas isso nem de longe mascara as qualidades do carro inglês. Com seu estilo impecável, motor V8 com compressor de 420 cv a 6 250 rpm, excelentes 57,1 kgfm de torque a 4 000 rm e câmbio de 6 marchas com borboletas no volante, ele não deixa a sigla “R” adicionada ao XK fazer feio – se quiser ainda mais, fique atento, já que a versão com o novo bloco 5.0 de 510 cv vem aí em breve! O DNA, porém, ainda é o de um modelo feito para motoristas que preferem o conforto à esportividade. E aí não há M3 que seja páreo.
Mas vamos parar por aqui, afinal, isto não é um comparativo. O duelo virtual só serviu para mostrar que, apesar de a imagem de esportividade da marca ter ficado no passado, a Jaguar ainda sabe construir um carro que acelera bastante. Isso, porém, não significa exatamente que você estará a bordo de um esportivo. Essa tarefa é coisa para um M3 da vida. Curvas com a carroceria grudada no chão, frenagens que parecem ancorar o carro na pista e mudanças de direção bruscas sem balançar a carroceria não são a praia do XKR. A bordo desse britânico, o cliente paga R$ 481 000 para usufruir de todo o estilo e potência a mais de 200 km/h ouvindo o belo ronco do V8.
Assessor da Mercedes ‘flerta’ com o XKR
Depois de entender qual era a do Jaguar XKR, começamos a imaginar quem era o cliente do carro. Certamente ele é um comprador mais tradicionalista, que não se deixou seduzir por um Audi, BMW ou Mercedes e se encantou com o visual claramente inspirado nos carros da Aston Martin – Ian Callum, designer-responsável pelo XKR, já trabalhou nos estúdios da Aston.
Falando em Mercedes, um episódio curioso aconteceu durante a avaliação do Jaguar. Quando o cupê voltava para a editora depois de um dia na pista de testes, ficou preso no trânsito em frente a um bar da zona sul de São Paulo. Lá, dois admiradores começaram a conversar olhando para o carro e um deles sugeriu ao outro que se tratava de um Aston Martin. Sabe quem era o outro? O assessor de imprensa da Mercedes-Benz do Brasil, que, “flagrado”, não conseguiu esconder a admiração pelo concorrente inglês. Prova de que a nova escola de design da Jaguar chama atenção até mesmo de quem está acostumado com a qualidade e beleza das máquinas de Stuttgart.
Quando falamos em equipamentos, porém, o XKR deve aquele algo a mais sempre presente em carros deste naipe. Enquanto a BMW oferece o sistema de entretenimento iDrive e a Mercedes traz até bancos com massageadores, a Jaguar não brinda o milionário com nenhuma novidade para contar vantagem aos amigos no Golf Club. Mas para quem vai comprar o primeiro carro de alto luxo, está tudo lá: faróis de xenônio duplos, freio de mão eletrônico, rodas de 20”, ar-condicionado de duas zonas, coluna de direção e bancos de couro com ajustes elétricos e a tela touchscreen que permite o comando de funções como climatizador e rádio.
Além disso, a chave precisa estar apenas no bolso para que as portas sejam abertas ou o motor ligado por meio de um botão no console central. Quem quiser se mostrar um pouco mais ainda pode dar a partida a distância.
“Um baita carro até 200 km/h”
Além de apaixonado por carros, nosso fotógrafo, Pedro Bicudo, é um conhecedor e tanto de automóveis. Por isso e também como reconhecimento pelo excelente trabalho, sempre oferecemos ao Bicudo uma voltinha nas máquinas mais potentes. E ele não voltou da pista todo sorridente com o XKR, como seria de esperar. “Até 200 km/h é um baita carro. Depois disso, não passa muita segurança”, comentou o Pedro.
Fomos conferir as impressões dele. Era isso mesmo. Como já contamos, o Jaguar é um canhão para acelerar: vai de 0 a 100 km/h em 5s3 depois de apenas 79,8 m, quebra a barreira dos 400 m em 13s4 a 174,7 km/h e chegou a 249,9 km/h antes do fim da reta de 1 800 m da pista de testes da TRW, em Limeira, SP. Mas não passou a segurança esperada de um verdadeiro esportivo em altas velocidades.
A freada no limite também exige certa falta de juízo do motorista. Por mais que a Jaguar diga que o sistema de freios foi exaustivamente testado no tradicional autódromo alemão de Nürburgring, a leve jogada da traseira na primeira mordida das pinças ensaia um frio na barriga. Na hora da produção do vídeo que você verá abaixo, a traseira também jogou mais que o esperado em mudanças de direção bruscas. Nas curvas, porém, a carroceria de alumínio permaneceu impecavelmente na trajetória.
Então o Jaguar XKR não é um esportivo? Exatamente, mas isso nem de longe mascara as qualidades do carro inglês. Com seu estilo impecável, motor V8 com compressor de 420 cv a 6 250 rpm, excelentes 57,1 kgfm de torque a 4 000 rm e câmbio de 6 marchas com borboletas no volante, ele não deixa a sigla “R” adicionada ao XK fazer feio – se quiser ainda mais, fique atento, já que a versão com o novo bloco 5.0 de 510 cv vem aí em breve! O DNA, porém, ainda é o de um modelo feito para motoristas que preferem o conforto à esportividade. E aí não há M3 que seja páreo.

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