
Ford Mustang: ícone passou por mudanças visuais para a linha 2010, que começa a ser vendida este mês nos EUA
Como modernizar um carro de estilo retrô sem descaracterizá-lo? Esta pergunta perturbou o designer J. Mays logo após a VW lançar o New Beetle, em 1998. Afinal, era delicado para a montadora alemã mexer em um ícone da indústria sem correr riscos. O problema foi o mesmo para Mays quando ele criou a nova geração do Thunderbird, em 2002.
Para a sorte da Ford, no entanto, o Mustang não passa por este problema, já que seu estilo se mantém intacto na essência desde o lançamento, há 45 anos (leia mais abaixo). Enquanto a geração 2005-2009 deste pony car foi uma homenagem aos modelos de 1967 e 1968 - em um pouquinho de 1969 -, a primeira reestilização desta mesma versão simplesmente amplifica os traços dos modelos de 1969 e de 1970.
A mexida no estilo deixou a impressão de que o carro está mais compacto. A frente parece mais pontuda, o capô está mais bojudo e os sinais de direção saíram dos para-choques e passaram para dentro do conjunto ótico. O famoso logotipo do carro está na vertical na estreita grade frontal. A versão V6 tem grade fina, com barras horizontais cromadas, com faróis de neblina agora localizados embaixo. Na V8, os faróis de neblina estão ao lado do novo emblema do pônei cromado da grade. Na traseira, o porta-malas deixa de ter a abertura por chave, substituída por um botão no console central. A traseira, aliás, tem um quê dos modelos 1969 e 1970.
Marca irá vender pacote de performance, de Ford Racing, para o proprietário "queimar borracha nas arrancadas"
As lanternas lembram os Thunderbirds produzidos entre 1965 e 1971, os Mercurys de 1967 a 1973 e o Shelbys de 1967 a 1973, já que são sequenciais aos sinais de direção. Bem legal. O conjunto ótico traseiro é chanfrado e conta com máscara negra, abandonando as peças coloridas, parte do esforço de tornar o carro mais compacto visualmente.
O Mustang 2010 é uma grande atualização da carroceria, maior do que parece. Ele mantém a plataforma com tração traseira do modelo 2005 (S-197), que substituiu a antiga plataforma Fox (SN-95), e os motores V6 e V8. O teto solar opcional da linha 2008 também foi mantido. A adição de alguns milímetros no comprimento, as rodas maiores e a linha de cintura mais definida fizeram o carro parecer mais "sentado" em sua traseira, segundo o chefe de design da Ford Doug Gaffka.
Lanternas lembram os Ford Thunderbirds dos anos 60. Ao lado, visão da parte inferior da versão GT, que tem mudanças nos amortecedores
Como modernizar um carro de estilo retrô sem descaracterizá-lo? Esta pergunta perturbou o designer J. Mays logo após a VW lançar o New Beetle, em 1998. Afinal, era delicado para a montadora alemã mexer em um ícone da indústria sem correr riscos. O problema foi o mesmo para Mays quando ele criou a nova geração do Thunderbird, em 2002.
Para a sorte da Ford, no entanto, o Mustang não passa por este problema, já que seu estilo se mantém intacto na essência desde o lançamento, há 45 anos (leia mais abaixo). Enquanto a geração 2005-2009 deste pony car foi uma homenagem aos modelos de 1967 e 1968 - em um pouquinho de 1969 -, a primeira reestilização desta mesma versão simplesmente amplifica os traços dos modelos de 1969 e de 1970.
A mexida no estilo deixou a impressão de que o carro está mais compacto. A frente parece mais pontuda, o capô está mais bojudo e os sinais de direção saíram dos para-choques e passaram para dentro do conjunto ótico. O famoso logotipo do carro está na vertical na estreita grade frontal. A versão V6 tem grade fina, com barras horizontais cromadas, com faróis de neblina agora localizados embaixo. Na V8, os faróis de neblina estão ao lado do novo emblema do pônei cromado da grade. Na traseira, o porta-malas deixa de ter a abertura por chave, substituída por um botão no console central. A traseira, aliás, tem um quê dos modelos 1969 e 1970.
Marca irá vender pacote de performance, de Ford Racing, para o proprietário "queimar borracha nas arrancadas"As lanternas lembram os Thunderbirds produzidos entre 1965 e 1971, os Mercurys de 1967 a 1973 e o Shelbys de 1967 a 1973, já que são sequenciais aos sinais de direção. Bem legal. O conjunto ótico traseiro é chanfrado e conta com máscara negra, abandonando as peças coloridas, parte do esforço de tornar o carro mais compacto visualmente.
O Mustang 2010 é uma grande atualização da carroceria, maior do que parece. Ele mantém a plataforma com tração traseira do modelo 2005 (S-197), que substituiu a antiga plataforma Fox (SN-95), e os motores V6 e V8. O teto solar opcional da linha 2008 também foi mantido. A adição de alguns milímetros no comprimento, as rodas maiores e a linha de cintura mais definida fizeram o carro parecer mais "sentado" em sua traseira, segundo o chefe de design da Ford Doug Gaffka.
Lanternas lembram os Ford Thunderbirds dos anos 60. Ao lado, visão da parte inferior da versão GT, que tem mudanças nos amortecedoresA atualização no interior procurou padrões mais modernos para materiais, acabamento e estilo. Até mesmo o freio de estacionamento foi encurtado, e assim não parece que vai agredir sua costela a qualquer momento. O Mustang tornou-se mais vivo para os fãs e para os novos proprietários com o aperfeiçoamento da acústica na cabine, melhora na aerodinâmica e com os retrovisores externos redesenhados. Além disso, houve a adição de insertos de alumínio de verdade no volante, no painel e na manopla do câmbio. O console central reto e ergonômico tem porta-copos cobertos, com materiais nobres nas versões mais completas, que são bem bonitos. O banco traseiro de couro com costura de finas linhas brancas é opcional. Os descansos de braços entre os bancos e das portas estão na mesma altura agora, fazendo com que os cotovelos não se sintam que pertencem a corpos diferentes.
Há também várias opções de dores retro-futurísticas e pacotes com listras, além da cor de lançamento, a amarelo sol (reminiscência do carro de Mary Richards, do seriado dos anos 60 "Mary Tyler Moore"). O quadro de instrumentos tem acabamento cromado em volta. O opcional "Minha Cor" oferece 125 tipos de acabamentos e inclui também luz ambiente para os porta-copos, insertos das portas e apoios de pés. Os painéis das portas apresentam pequenos logotipos do carro cromados.
Há também várias opções de dores retro-futurísticas e pacotes com listras, além da cor de lançamento, a amarelo sol (reminiscência do carro de Mary Richards, do seriado dos anos 60 "Mary Tyler Moore"). O quadro de instrumentos tem acabamento cromado em volta. O opcional "Minha Cor" oferece 125 tipos de acabamentos e inclui também luz ambiente para os porta-copos, insertos das portas e apoios de pés. Os painéis das portas apresentam pequenos logotipos do carro cromados.
Detalhes cromados são de alumínio de verdade, e não imitação. Quadro de instrumentos tem cor de fundo de acordo com a versãoO motor da versão GT passou por modificações, enquanto o 4.0 V6 continua o mesmo. O 4.6 V8 herdou a regulagem da versão Bullit, com caixa entrada para ar resfriado e os 315 cavalos e 33,1 kgfm de torque. Como o Bullit, o escape tem metade do diâmetro dos GTs. Segundo a marca, a curva de torque pode ser melhorada com o uso de gasolina premium (recomendada, mas não obrigatória). As novas tomadas de ar são mais eficientes que as anteriores, ajudando a melhorar a marca de 0 a 100 km/h do modelo em 0,3 segundos.
Como o novo Mustang é mais silencioso e refinando no interior, os engenheiros da Ford mexeram na caixa de ar resfriado para adicionar ao motor um belo som, que invade o agradavelmente o interior do carro. A relação de 3.31:1 do diferencial no eixo traseiro é padrão, com a opção de 3,55:1 e, no pacote de performance, chega 3,73:1.
A Ford diz que o Mustang é o carro mais "personalizável" dos Estados Unidos. Por isso a divisão Ford Racing preparou um pacote de performance que os concessionários da marca irão instalar. Trata-se de um compressor supercharger que amplia a potência para mais de 400 cavalos e ainda preserva a garantia de fábrica. Controle de tração e o Advance Trac (controle de estabilidade eletrônico) serão itens de série. A montadora afirma que os proprietários podem queimar pneus nas arrancadas no modo mais completo deste pacote. As rodas com novos desenhos e tamanhos de 18 polegadas, sendo a 19 polegadas opcional para o GT e de 20 para o pacote de personalização. São calçadas em pneus Pirelli de 235/50 R18 ou 245/45R19 e outras opções da BFGoodrich. Há também o pacote de dirigibilidade como opcional, que inclui barras antiderrapagem, item de série na versão V6.
Emblema do carro está nas portas. Manopla do câmbio tem acabamento cromadoRodas e pneus opcionais aumentam o peso dos modelos em até 7 kg na versão GT e em 16 kg, na V6 (aqui se considera também a barra antiderrapagem). Assim o Mustang 2010 tem pesos que variam de 1.500 kg a 1.615 kg, entre 168 kg e 225 kg mais leve que o rival Dodge Challenger. Apresentado oficialmente no Salão de Los Angeles, em novembro, a novidade chega ao mercado nas próximas semanas, com preços a partir de US$ 20.995 (cerca de R$ 47,2 mil, sem impostos). Tanto o Mustang como seus rivais diretos, Chevrolet Camaro e Dodge Challenger, são pony cars renovados recentemente, em uma época que seus tradicionais compradores estão envelhecendo e que os consumidores querem cada vez mais carros mais eficientes em consumo e emissões. Para a próxima geração do Mustang, que a Ford começa a desenhar logo que esta chegar às lojas, o grande desafio da marca será torná-lo menor, sem lembrar que é um Mustang com ares retrô.
A última reestilização do Ford Mustang coincide com os 45 anos do modelo. A produção começou em Detroit, Michigan, no dia 9 de março de 1964, mas o carro foi apresentado ao público oficilamente somente mais de um mês depois, em 17 de abril, durante uma feira em Nova York. O Mustang é o modelo mais antigo da Ford em produção - não teve intervalos na produção nestas quatro décadas e meia. Também é o modelo de maior sucesso da marca desde o Ford A.
O nome Mustang foi sugerido pelo executivo da marca John Najjar, que era fã do avião de combate da Segunda Grande Guerra P-51 Mustang. O modelo foi o criador do segmento de pony car, que são veículos esportivos com ares de cupê e de capô longo e traseira curta. Depois dele vieram o Chevrolet Camaro, o AMC Javelin e o Chrysler Barracuda. Também inspirou os lançamentos do de cupês como o Toyota Celica e o Ford Capri.
O nome Mustang foi sugerido pelo executivo da marca John Najjar, que era fã do avião de combate da Segunda Grande Guerra P-51 Mustang. O modelo foi o criador do segmento de pony car, que são veículos esportivos com ares de cupê e de capô longo e traseira curta. Depois dele vieram o Chevrolet Camaro, o AMC Javelin e o Chrysler Barracuda. Também inspirou os lançamentos do de cupês como o Toyota Celica e o Ford Capri.
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